segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

O dia da Austrália, o primeiro dente e outras histórias

Hoje é feriado aqui na Austrália. Festeja-se o dia da Austrália (que, por acaso foi no Sábado, dia 26, mas como calhou no fim de semana, passou para Segunda-feira). No dia 26 de Janeiro de 1788, a frota comandada pelo capitão Phillip, da Inglaterra, atracou na baía que é hoje a baía de Sydney. Os navios traziam entre outras coisas muitos condenados da Inglaterra. Lembra-se assim as origens e comemoram-se o progresso e as conquistas da Austrália. Claro que quem não gosta muito da escolha deste dia são os aborígenes. O mais interessante disto tudo é a forma como se comemora este dia. Ao invés da seriedade das comemoração do dia nacional que ocorre em Portugal e em muitos outros países, aqui é mesmo um dia de festa, com concertos, muitos piqueniques , churrascos, cerveja, bandeiras e ovações à Austrália. Há condecorações para o jovem, o idoso e o "adulto" australiano do ano, como reconhecimento dos feitos de cada um, mas atribuídas num ambiente de festa e transmitidas pela TV.

A Iris é australiana e portuguesa. Assim sendo, teremos que lhe ensinar muitas coisas sobre o país onde nasceu. Neste momento, pouco lhe dizem estas coisas!... Por agora, voltou às falas, desta vez numa variedade de sílabas indecifráveis. Estando bem disposta não se cala... guégué, bababa, taté, dada, jeje...etc, etc. Corre o chão, à volta do seu centro de brincadeira, a dar à treta e à procura de coisas novas, arrastando-se, porque ainda não sabe como gatinhar.

Foi também no Sábado passado que o Armando deu por ela que já tinha saído o primeiro dentinho das suas gengivas. Foi muito engraçado. Ele deixou-a morder o dedo dele e sentiu algo rugoso... era o primeiro dentinho, em baixo do seu lado esquerdo. Foi uma surpresa, pois não tínhamos notado grandes mudanças no seu comportamento. Ela quer morder tudo à sua volta, é verdade, mas isso já acontecia há uns 2 meses.

E pronto, para que o blog não seja apenas sobre a Iris, se bem que ela seja, por agora, o centro da nossa vida, mostro uma fotografia de momentos antes da minha partida para um dos meus dias de trabalho! Demoro cerca de 25 min. No total, quase o mesmo que a viagem de autocarro (caminho para a paragem e viagem). O pior são as subidas e descidas... mas o banho na universidade, à chegada, sabe mesmo bem!


sábado, 19 de janeiro de 2008

Tantos vestidos!


Faz quase um mês que não escrevo. Passou-se o Natal, o Ano Novo e o regresso ao trabalho. E claro, mais algumas pequenas etapas no crescimento da Iris.

Durante a época festiva a Iris recebeu vários presentes, na sua maioria vestidos. Ela fica muito bonita. Ainda não tivemos oportunidade de experimentar todos, já que em casa ela anda, geralmente, só de fralda. Assim, só os usa quando sai ou quando está um pouco mais de frio.


A Iris começou a comer o que eles chamam aqui de sólidos. Até agora já comeu papa de arroz, maça, pera, banana e batata doce. No entanto só comeu umas colherzinhas de cada vez. A ideia é habituar o aparelho digestivo dela e desenvolver o seu paladar. O que ela mais gosta é de maça e de banana. Também já bebe mais leite feito a partir de leite em pó, já que o meu está a diminuir... consequências do regresso ao trabalho. E consegue segurar no biberão!!

Mas, o mais engraçado desta fase do seu crescimento, para além dos seus sorrisos e gargalhadas, é a procura constante por coisas novas; quer apanhar tudo e meter tudo na boca. Como consequência já se movimenta muito mais no chão e já se colocou várias vezes de gatas, mas não sabe o que fazer e não aguenta, pelo que... pum... acabar por ficar de barriga no chão outra vez. Esta semana, começou a tentar erguer-se e colocar-se de joelhos, ora amarrando-se à cama ora, a outra coisa qualquer, como por exemplo, a mim, ou à sua cadeirinha de baloiço.

Por altura do Natal já dizia bb..bb.. e passados uns dias baba, papa, e até o que parecia mama, olá e mãe. No entanto, agora, quase deixou de "falar"; julgo que o mundo físico à sua volta a interessa mais: mexer em tudo é mais excitante.

Apesar de ser tudo muito excitante para nós, por vezes, sentimo-nos cansados. Não temos muito descanso durante o dia, pois ela só dorme sonecas de 30 min a 1 hora. Só quando a deitamos à noite temos um tempinho para nós. Para além disso, voltou a acordar 2 vezes durante a noite, em vez de apenas 1 como já tinha acontecido antes. Talvez seja por causa do meu regresso ao trabalho, por causa do calor, porque de dia quer brincar e não se alimenta bem, ou apenas, porque a natureza é assim mesmo.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Surpresa de Natal

Esta é a minha grande surpresa de Natal para o meu cara-metade Armando. Criámos este blog ainda a Íris não era nascida e temos pensado que o tempo não tem chegado para o preencher. Pelo menos, é o que o Armando pensa. Eu, às escondidas, - quando ele vai trabalhar - tenho escrito por aqui umas notas. Espero que ele goste. A partir do Natal vamos passar a divulgar o blog aos amigos e família.

Amanhã a Íris faz 5 meses! No dia da ceia de Natal vamos lhe dar papa pela primeira vez. Uma colherzinha só, como recomendam os mais sabidos nestes assuntos. A capacidade dela em agarrar objectos tem crescido de dia para dia, agora já não se limita a agarrá-los e metê-los à boca, mas brinca com eles, atirando-os para o chão e agarrando-os novamente, até se cansar da brincadeira. Quase já se senta sozinha. Com a ajuda de almofadas aguenta um bom tempo nessa posição. Não tarda muito, não vamos usar mais a cadeira de baloiço.

E pronto, vamos passar o primeiro Natal com a nossa filha. Ela também vai ter prendas. Não posso dizer o que é! O que ela gosta sempre mais é do papel de embrulho (adora amassá-lo e metê-lo á boca)! É tudo o primeiro, ou a primeira vez. Parece uma monotonia, mas não é. É assim mesmo, tudo é uma novidade para nós.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Regresso ao trabalho

Faz amanhã duas semanas que regressei ao trabalho. O Armando toma conta da Íris enquanto vou trabalhar. Combinamos que eu iria tentar tirar leite manualmente. No primeiro dia já tinha um bom conjunto de porções guardadas no congelador. Experimentamos uma vez, antes de eu ir trabalhar dar-lhe biberão. Ela reagiu bem. Assim, lá fui descansada, embora, claro um pouco triste por a deixar.

Nos primeiros 2 dias ela ficou bastante zangada comigo, apesar de o Armando a levar na hora do almoço e ela mamar nessa altura. No fim do meu dia de trabalho eu olhava para ela e ela virava a cara. No entanto, a demonstração de desagrado mais interessante foi o facto de eu falar para ela, tentando fazê-la sorrir e ela nada. Logo a seguir, o Armando falava para ela e ela sorria abertamente. Eu não fiquei chateada. Mais dia menos dia teria que acontecer e eu sabia que ela ficava muito bem. O que nos deixou mais preocupados foi que ela não quis mamar do biberão na tarde do primeiro dia. Só aconteceu dessa vez. Agora ela já reconhece o biberão e estende as mãos para o agarrar.

Pelo meu lado, não tem sido mau regressar ao trabalho, sentir estou a regressar um pouco à normalidade. mas, ao fim de cada dia o cansaço é grande e felizmente tenho que tirar um dia por semana para ficar em casa, já que o Armando também tem que ir trabalhar. Tentamos, mas não conseguimos deitar-nos cedo. Só depois de deitar-mos a Íris, entre as 9 e as 10 da noite, temos alguns momentos livres para tratarmos de outras coisas ou apenas para nos sentarmos no sofá descansados e é difícil resistir a ficar sempre mais um pouco.

A Íris não pára, está mais curiosa do que nunca e já se desloca, arrastando-se sobre a manta no chão, em busca de coisas novas e de outras perspectivas. Nas suas voltas, às vezes acaba meio de baixo do sofá. Quer agarrar tudo e é cada vez mais difícil conseguir que fique muito tempo satisfeita no chão.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Muita actividade

Temos ido dar uns passeios. Pela manhã, eu, a pé, e a Íris, no carrinho dela. Aproveito para me exercitar. Outras vezes vamos os três, ao fim da tarde, muitas das vezes fazer o caminho ao pé do rio, em direcção ao centro da cidade. A Íris fica muito curiosa, a olhar para todo o lado. A actividade cerebral deve ser tão elevada, a captar todos os estímulos, que, geralmente, fica muito quieta, deixa de palrar ou de fazer qualquer outra coisa. Uma das coisas para onde olha mais são as árvores contra o céu azul. Por vezes, assusta-se com os sons de carros ou de motorizadas mais potentes. No início, vai sentada, mas depois, acaba por se cansar e por ficar com sono, de modo que deitamos o assento e ela acaba por adormecer.
Também já fomos ao cinema. Há umas sessões chamadas “Babes in arms” em que se pode levar bébés. Já fomos 2 vezes em 2 cinemas diferentes. Os cinemas anunciam que põe o som mais baixo e que deixam as luzes no mínimo, mas depois não o fazem. A Íris assusta-se com sons altos, nem que seja uma porta a bater. Estando no nosso colo não chora muito. Às vezes só faz um beicinho. Resolvemos não ir mais.
Agora cá em casa, temos um cobertor dobrado no chão, para ela poder mover-se à vontade. Geralmente, não fica lá muito tempo pois cansa-se e começa a chorar ou a protestar. Se brincarmos um pouco com ela, muitas vezes sossega. Ou então pô-mo-la na cadeirinha. Caso a cadeirinha não funcione vai para o parque. Em último caso, temos que pegar nela no colo e tentar distraí-la ou dar-lhe de comer. Também funciona dar-lhe um brinquedo novo, como um novo pano, ou o microfone como lhe dei agora. Hoje coloquei um espelho à frente dela e ela ficou toda curiosa a olhar para lá. Ainda só se vira de barriga para baixo para a direita, mas anda a treinar a virar-se para a esquerda. Também já conseguiu voltar-se da posição de barriga, para ficar de costas outra vez. Eu estava a ver, ela virou-se e “caiu” de costas e depois ficou com uma cara de muita surpresa.
Está aqui ao pé de mim na cadeirinha, a fazer sons, a sorrir, a lançar perdigotos e... acabou de aprender a mandar uma espécie de beijinhos: muah, que, obviamente ela não sabe o que é.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Rolar

Hoje ficamos maravilhados. Tivemos cá visitas para almoçar... duas mães com bébés com a mesma idade da Íris: a Hafwen e o Konrad e a Alice e a Cocoro.


Pusemos uma manta no chão para os bébés se deitarem. Colocamos lá a Íris, deitada de costas para baixo e, após uma tentativa, lá estava ela: virada de barriga para baixo, pronta para gatinhar. Foi uma surpresa. Na verdade, desde que voltamos da Nova zelândia que ela andava a divertir-se a virar-se de lado, mas não esperávamos que conseguisse virar-se completamente tão cedo. Já repetiu a proeza mais vezes! Colocámo-la a dormir e ela, em vez de dormir ,estava a tentar virar-se. Acabou por adormecer de lado.
Também, nos últimos dias, anda encantada com as pernas e os pés dela. Levanta as pernas, principalmente quando mudamos a fralda e já tocou umas vezes nos pés.
Antes do almoço fomos a uma actividade na biblioteca chamada “Baby, books and rhymes”. Basicamente um grupo de mamás ou avós e bébés cantam todos juntos canções de embalar, em inglês, claro. Eu não sabia nenhuma, mas como tinha a letra, lá ía acompanhando. A Íris ficava com uma casa de surpresa, por isso acho que gostou e foi bom para ela.
Decidimos que temos que comprar livros para a idade dela e cds com canções de embalar em Inglês.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Férias na Nova Zelândia

Chegamos ontem da nossa viagem. Foi uma experiência surpreendentemente agradável, fazer férias com a Íris. Ela adaptou-se muito bem aos novos ritmos. Dormiu sempre bem, quer de dia quer de noite. De noite, o facto de dormir na nossa cama certamente contribuiu para que se sentisse segura. De dia, o amortecer da caravana em movimento ou do carrinho de bébé sempre davam uma ajuda.

Novos passos no desenvolvimento da nossa filhota?? – Vários, claro. De vez em quanto, lá fazia novos sons fazendo-nos sorrir. Quase se senta sozinha, já consegue segurar bem a cabeça e apoiar-se com o braço para não cair (o que acaba, inevitavelmente, por acontecer, ao fim de algum tempo). Num dos dias estava o pai a brincar com ela e ela atirava-se para a frente, a partir da posição de sentada, acabando por ficar deitada de barriga, e o mais engraçado é que não chorava, parecia estar a fazer de propósito. Ontem e hoje reparamos que começa a virar-se de lado. Certamente que brevemente vai conseguir passar de deitada de costas, para deitada de bruços (barriga). Outra coisa que notamos foi o facto de se mover de noite na minha direcção, o que achamos ser instintivo, à procura da mama. Até agora não tínhamos pensado nisso pois ela dormiu quase sempre no berço dela, ao pé da nossa cama.
O mais interessante foi o facto de a necessidade que ela tinha de chuchar quando não está a mamar ter aumentado. A melhor solução era chucar num dos dedos do pai. Uma vez, estavamos numa visita guiada a um centro de preservação das aves “kiwis” e ela começou a chorar pois estava a querer dormir. Eu já estava a pensar que íamos ter que sair, mas o pai adormeceu-a facilmente no colo, com ela a chuchar num dos dedos dele. Acabámos por decidir comprar uma chupeta que ela deitou fora de início, mas que começou a gostar muito. Vamos tentar não abusar do uso da chupeta, mas pareceu-nos realmente que a necessidade de chuchar o justificava. As mãozinhas dela acabaram por não ser suficientes para ela, pois com a força acho que ela se magoava e depois começava a chorar.
A viagem foi tempo de muita actividade ao ar livre, para a Íris. Andámos muito com ela no carrinho e a parte mais engraçada era quando havia vento. Ela parecia apreciar e quando deixávamos só a carinha dela destapada, tapando os braços e o corpo dela, por causa do vento, ela parecia saber que se tirasse iria ter frio. Chegou a ficar assim tapadinha, a andar no carrinho e gozar a paisagem durante mais de 1 hora. Até falava, talvez querendo nos dizer como tudo era bonito e verde. Outra vez, fomos percorrer um pequeno trilho até onde se encontravam as árvores “kauri”, as maiores da Nova Zelândia. Também fomos com ela ao topo de uma montanha, dessa vez no colo, o que ela não apreciou muito. Esperamos que goste de caminhar connosco, quando for grande.
Durante as férias, esteve um pouco de frio, pelo menos quando comparado com o clima em Brisbane. No entanto, a Íris não parecia afectada com isso, antes pelo contrário. Parece tolerar melhor o frio que o calor, o que é uma certa desilusão para o pai que adora o calor e esse seria mais um motivo para tentar me convencer a ficarmos na Austrália.

E assim foi, vimos as aves "kiwis", as árvores "kauri", contactámos com a cultura aborígene maori, comemos muito mexilhão e vimos as paisagens verdes. Tudo muito interessante, mas não excepcionalmente. Os nossos Açores não ficam atrás, em beleza natural.