Hoje é Sexta-feira. Acabou-se a semana de trabalho para mim. Tenho estado a correr contra o tempo para acabar a síntese dos compostos que iniciei, antes do regresso a Portugal. A semana do Armando ainda vai a meio. Geralmente, ele trabalha ao fim de semana, para ficar com a Iris durante os dias em que trabalho. É noite e a Iris está a dormir. Eu tenho assim um tempo disponível para me sentar ao computador.
Hoje, iniciámos o dia tristes... Portugal foi eliminado pela Alemanha, nos quartos de final do Euro2008. O jogo iniciou-se às 4:45 da manhã, hora local.
Amanhã, eu e a Iris, vamos a um aniversário de uma bébé que nasceu no mesmo hospital da Iris, a Tia, assim mesmo se chama ela e o nome lê-se tal como em português. A mãe dela fazia parte do grupo de mamás e papás das aulas pré-natais do hospital. De tempos a tempos lá nos encontrámos todos (ou os que se manifestaram interessados desde o início... 6 casais). Duas das mamás não trabalham, ficam a olhar para os bébés e outras três, eu incluída, trabalham a tempo parcial. São situações muito comuns por aqui, sendo uma das razões o preço que se paga no infantário, e outra o facto de as mamás serem muito protectoras.
A nossa minhoquinhas Iris continua a ocupar muito do nosso tempo. Já se nota tão bem que tem uma personalidade própria! Muitas vezes, já sabe o que quer e encontra forma de o exprimir, tal como, o vir para o pé de nós e puxar as nossas calças – ou os pêlos do Armando quando ele está de calção! - para pegarmos nela ao colo ou brincarmos com ela. Ainda mais interessante é o humor dela. Tal como qualquer pessoa, tem dias em que está muito bem disposta, brinca sozinha, ri, etc, e outros em que é mais rezingona e requer mais atenção. Ainda não anda sozinha, mas começa a achar graça a andar com o nosso apoio. Come cada vez mais e esta semana passamos a dar-lhe 150 ml de leite cada vez que bebe leite, excepto de manhã, em que o apetite dela não é muito grande. Sai à mãe!.... Estamos também a iniciar duas vezes por dia refeições de sopa, arroz ou massa, com legumes e carne ou peixe.
Há dois fins de semana atrás fomos fazer uma pequena caminhada no Mt Glorious, aqui perto.
É uma zona protegida de floresta tropical que faz parte da grande cadeia montanhosa que existe ao longo do litoral interior, a Este, na Austrália. Em certas zonas, a floresta era tão densa que parecia quase noite. A Iris viajou na mochila para transportar bébés que nos emprestaram. Gosta muito, palra e olha para todo o lado, curiosa. Claro, ao fim de algum tempo fica cansada por estar sempre na mesma posição.
No fim de semana anterior a esse tivemos cá visitas para jantar. Resolvemos fazer chanfana que, curiosamente, vimos como se fazia num programa sobre culinária de muitos países, aqui na SBS, a equivalente à nossa RTP2. Foi a primeira vez que fizemos esse prato, mas ficou muito boa. Para quem estiver interessado a receita, descrita e em vídeo, está em: http://www21.sbs.com.au/foodsafari/index.php?pid=recipe&cid=82. Acho que começo a ficar influenciada pelos inúmeros websites e blogs sobre culinária que se encontram na web! Quem diria!
Esta semana recebemos um convite para o casamento da minha colega de trabalho Nicole e o noivo James, com quem almoçamos quase sempre na universidade. Eu já cá não vou estar e o Armando não quer ir sozinho, claro, mas foi um gesto bonito. Demonstram que gostariam de ter a nossa presença. Contudo, o mais interessante é mesmo que ninguém ficaria surpreendido se eu resolvesse viajar para cá para vir ao casamento deles. Aqui, num país tão grande, é comum as pessoas viajarem de avião, entre estados e maiores cidades só para irem a um casamento, ou mesmo festa de noivado, que ainda se usa por cá. Mas não são só pessoas de cá que viajam. Acontece mesmo de virem familiares da europa que, claro, aproveitam para fazerem férias e para visitarem família. Quer por razões geográficas, quer pela cultura, os membros de muitas famílias vivem muito afastados uns dos outros. Quero com isto dizer, irmãos e pais, por exemplo. É mesmo comum viverem em estados diferentes, que é como quem diz em países diferentes, se falarmos em termos de distâncias europeias. Assim, aproveitam também os casamentos, etc para se juntarem. A família aqui não tem o mesmo significado que na cultura portuguesa.
Lembrei-me agora de uma outra curiosiadade. Certamente que toda a gente tem conhecimento das páginas de jornais em que é possível colocar anúncios para encontrar um parceiro/a. Um dia resolvi olhar para essa página de um jornal local. Comecei a ler e ... bem, qual não foi a minha surpresa quando reparei que cerca de 2/3 dos anúncios eram de pessoas acima dos 50 anos ou talvez mesmo 60, de ambos os sexos! O divórcio e o amor, por cá, não escolhem idades! E também havia uma parcela para homossexuais!
Estamos na Austrália, um país diferente, em muitos aspectos...
Hoje, iniciámos o dia tristes... Portugal foi eliminado pela Alemanha, nos quartos de final do Euro2008. O jogo iniciou-se às 4:45 da manhã, hora local.
Amanhã, eu e a Iris, vamos a um aniversário de uma bébé que nasceu no mesmo hospital da Iris, a Tia, assim mesmo se chama ela e o nome lê-se tal como em português. A mãe dela fazia parte do grupo de mamás e papás das aulas pré-natais do hospital. De tempos a tempos lá nos encontrámos todos (ou os que se manifestaram interessados desde o início... 6 casais). Duas das mamás não trabalham, ficam a olhar para os bébés e outras três, eu incluída, trabalham a tempo parcial. São situações muito comuns por aqui, sendo uma das razões o preço que se paga no infantário, e outra o facto de as mamás serem muito protectoras.
A nossa minhoquinhas Iris continua a ocupar muito do nosso tempo. Já se nota tão bem que tem uma personalidade própria! Muitas vezes, já sabe o que quer e encontra forma de o exprimir, tal como, o vir para o pé de nós e puxar as nossas calças – ou os pêlos do Armando quando ele está de calção! - para pegarmos nela ao colo ou brincarmos com ela. Ainda mais interessante é o humor dela. Tal como qualquer pessoa, tem dias em que está muito bem disposta, brinca sozinha, ri, etc, e outros em que é mais rezingona e requer mais atenção. Ainda não anda sozinha, mas começa a achar graça a andar com o nosso apoio. Come cada vez mais e esta semana passamos a dar-lhe 150 ml de leite cada vez que bebe leite, excepto de manhã, em que o apetite dela não é muito grande. Sai à mãe!.... Estamos também a iniciar duas vezes por dia refeições de sopa, arroz ou massa, com legumes e carne ou peixe.
Há dois fins de semana atrás fomos fazer uma pequena caminhada no Mt Glorious, aqui perto.
É uma zona protegida de floresta tropical que faz parte da grande cadeia montanhosa que existe ao longo do litoral interior, a Este, na Austrália. Em certas zonas, a floresta era tão densa que parecia quase noite. A Iris viajou na mochila para transportar bébés que nos emprestaram. Gosta muito, palra e olha para todo o lado, curiosa. Claro, ao fim de algum tempo fica cansada por estar sempre na mesma posição.No fim de semana anterior a esse tivemos cá visitas para jantar. Resolvemos fazer chanfana que, curiosamente, vimos como se fazia num programa sobre culinária de muitos países, aqui na SBS, a equivalente à nossa RTP2. Foi a primeira vez que fizemos esse prato, mas ficou muito boa. Para quem estiver interessado a receita, descrita e em vídeo, está em: http://www21.sbs.com.au/foodsafari/index.php?pid=recipe&cid=82. Acho que começo a ficar influenciada pelos inúmeros websites e blogs sobre culinária que se encontram na web! Quem diria!
Esta semana recebemos um convite para o casamento da minha colega de trabalho Nicole e o noivo James, com quem almoçamos quase sempre na universidade. Eu já cá não vou estar e o Armando não quer ir sozinho, claro, mas foi um gesto bonito. Demonstram que gostariam de ter a nossa presença. Contudo, o mais interessante é mesmo que ninguém ficaria surpreendido se eu resolvesse viajar para cá para vir ao casamento deles. Aqui, num país tão grande, é comum as pessoas viajarem de avião, entre estados e maiores cidades só para irem a um casamento, ou mesmo festa de noivado, que ainda se usa por cá. Mas não são só pessoas de cá que viajam. Acontece mesmo de virem familiares da europa que, claro, aproveitam para fazerem férias e para visitarem família. Quer por razões geográficas, quer pela cultura, os membros de muitas famílias vivem muito afastados uns dos outros. Quero com isto dizer, irmãos e pais, por exemplo. É mesmo comum viverem em estados diferentes, que é como quem diz em países diferentes, se falarmos em termos de distâncias europeias. Assim, aproveitam também os casamentos, etc para se juntarem. A família aqui não tem o mesmo significado que na cultura portuguesa.
Lembrei-me agora de uma outra curiosiadade. Certamente que toda a gente tem conhecimento das páginas de jornais em que é possível colocar anúncios para encontrar um parceiro/a. Um dia resolvi olhar para essa página de um jornal local. Comecei a ler e ... bem, qual não foi a minha surpresa quando reparei que cerca de 2/3 dos anúncios eram de pessoas acima dos 50 anos ou talvez mesmo 60, de ambos os sexos! O divórcio e o amor, por cá, não escolhem idades! E também havia uma parcela para homossexuais!
Estamos na Austrália, um país diferente, em muitos aspectos...