sábado, 22 de dezembro de 2007

Surpresa de Natal

Esta é a minha grande surpresa de Natal para o meu cara-metade Armando. Criámos este blog ainda a Íris não era nascida e temos pensado que o tempo não tem chegado para o preencher. Pelo menos, é o que o Armando pensa. Eu, às escondidas, - quando ele vai trabalhar - tenho escrito por aqui umas notas. Espero que ele goste. A partir do Natal vamos passar a divulgar o blog aos amigos e família.

Amanhã a Íris faz 5 meses! No dia da ceia de Natal vamos lhe dar papa pela primeira vez. Uma colherzinha só, como recomendam os mais sabidos nestes assuntos. A capacidade dela em agarrar objectos tem crescido de dia para dia, agora já não se limita a agarrá-los e metê-los à boca, mas brinca com eles, atirando-os para o chão e agarrando-os novamente, até se cansar da brincadeira. Quase já se senta sozinha. Com a ajuda de almofadas aguenta um bom tempo nessa posição. Não tarda muito, não vamos usar mais a cadeira de baloiço.

E pronto, vamos passar o primeiro Natal com a nossa filha. Ela também vai ter prendas. Não posso dizer o que é! O que ela gosta sempre mais é do papel de embrulho (adora amassá-lo e metê-lo á boca)! É tudo o primeiro, ou a primeira vez. Parece uma monotonia, mas não é. É assim mesmo, tudo é uma novidade para nós.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Regresso ao trabalho

Faz amanhã duas semanas que regressei ao trabalho. O Armando toma conta da Íris enquanto vou trabalhar. Combinamos que eu iria tentar tirar leite manualmente. No primeiro dia já tinha um bom conjunto de porções guardadas no congelador. Experimentamos uma vez, antes de eu ir trabalhar dar-lhe biberão. Ela reagiu bem. Assim, lá fui descansada, embora, claro um pouco triste por a deixar.

Nos primeiros 2 dias ela ficou bastante zangada comigo, apesar de o Armando a levar na hora do almoço e ela mamar nessa altura. No fim do meu dia de trabalho eu olhava para ela e ela virava a cara. No entanto, a demonstração de desagrado mais interessante foi o facto de eu falar para ela, tentando fazê-la sorrir e ela nada. Logo a seguir, o Armando falava para ela e ela sorria abertamente. Eu não fiquei chateada. Mais dia menos dia teria que acontecer e eu sabia que ela ficava muito bem. O que nos deixou mais preocupados foi que ela não quis mamar do biberão na tarde do primeiro dia. Só aconteceu dessa vez. Agora ela já reconhece o biberão e estende as mãos para o agarrar.

Pelo meu lado, não tem sido mau regressar ao trabalho, sentir estou a regressar um pouco à normalidade. mas, ao fim de cada dia o cansaço é grande e felizmente tenho que tirar um dia por semana para ficar em casa, já que o Armando também tem que ir trabalhar. Tentamos, mas não conseguimos deitar-nos cedo. Só depois de deitar-mos a Íris, entre as 9 e as 10 da noite, temos alguns momentos livres para tratarmos de outras coisas ou apenas para nos sentarmos no sofá descansados e é difícil resistir a ficar sempre mais um pouco.

A Íris não pára, está mais curiosa do que nunca e já se desloca, arrastando-se sobre a manta no chão, em busca de coisas novas e de outras perspectivas. Nas suas voltas, às vezes acaba meio de baixo do sofá. Quer agarrar tudo e é cada vez mais difícil conseguir que fique muito tempo satisfeita no chão.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Muita actividade

Temos ido dar uns passeios. Pela manhã, eu, a pé, e a Íris, no carrinho dela. Aproveito para me exercitar. Outras vezes vamos os três, ao fim da tarde, muitas das vezes fazer o caminho ao pé do rio, em direcção ao centro da cidade. A Íris fica muito curiosa, a olhar para todo o lado. A actividade cerebral deve ser tão elevada, a captar todos os estímulos, que, geralmente, fica muito quieta, deixa de palrar ou de fazer qualquer outra coisa. Uma das coisas para onde olha mais são as árvores contra o céu azul. Por vezes, assusta-se com os sons de carros ou de motorizadas mais potentes. No início, vai sentada, mas depois, acaba por se cansar e por ficar com sono, de modo que deitamos o assento e ela acaba por adormecer.
Também já fomos ao cinema. Há umas sessões chamadas “Babes in arms” em que se pode levar bébés. Já fomos 2 vezes em 2 cinemas diferentes. Os cinemas anunciam que põe o som mais baixo e que deixam as luzes no mínimo, mas depois não o fazem. A Íris assusta-se com sons altos, nem que seja uma porta a bater. Estando no nosso colo não chora muito. Às vezes só faz um beicinho. Resolvemos não ir mais.
Agora cá em casa, temos um cobertor dobrado no chão, para ela poder mover-se à vontade. Geralmente, não fica lá muito tempo pois cansa-se e começa a chorar ou a protestar. Se brincarmos um pouco com ela, muitas vezes sossega. Ou então pô-mo-la na cadeirinha. Caso a cadeirinha não funcione vai para o parque. Em último caso, temos que pegar nela no colo e tentar distraí-la ou dar-lhe de comer. Também funciona dar-lhe um brinquedo novo, como um novo pano, ou o microfone como lhe dei agora. Hoje coloquei um espelho à frente dela e ela ficou toda curiosa a olhar para lá. Ainda só se vira de barriga para baixo para a direita, mas anda a treinar a virar-se para a esquerda. Também já conseguiu voltar-se da posição de barriga, para ficar de costas outra vez. Eu estava a ver, ela virou-se e “caiu” de costas e depois ficou com uma cara de muita surpresa.
Está aqui ao pé de mim na cadeirinha, a fazer sons, a sorrir, a lançar perdigotos e... acabou de aprender a mandar uma espécie de beijinhos: muah, que, obviamente ela não sabe o que é.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Rolar

Hoje ficamos maravilhados. Tivemos cá visitas para almoçar... duas mães com bébés com a mesma idade da Íris: a Hafwen e o Konrad e a Alice e a Cocoro.


Pusemos uma manta no chão para os bébés se deitarem. Colocamos lá a Íris, deitada de costas para baixo e, após uma tentativa, lá estava ela: virada de barriga para baixo, pronta para gatinhar. Foi uma surpresa. Na verdade, desde que voltamos da Nova zelândia que ela andava a divertir-se a virar-se de lado, mas não esperávamos que conseguisse virar-se completamente tão cedo. Já repetiu a proeza mais vezes! Colocámo-la a dormir e ela, em vez de dormir ,estava a tentar virar-se. Acabou por adormecer de lado.
Também, nos últimos dias, anda encantada com as pernas e os pés dela. Levanta as pernas, principalmente quando mudamos a fralda e já tocou umas vezes nos pés.
Antes do almoço fomos a uma actividade na biblioteca chamada “Baby, books and rhymes”. Basicamente um grupo de mamás ou avós e bébés cantam todos juntos canções de embalar, em inglês, claro. Eu não sabia nenhuma, mas como tinha a letra, lá ía acompanhando. A Íris ficava com uma casa de surpresa, por isso acho que gostou e foi bom para ela.
Decidimos que temos que comprar livros para a idade dela e cds com canções de embalar em Inglês.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Férias na Nova Zelândia

Chegamos ontem da nossa viagem. Foi uma experiência surpreendentemente agradável, fazer férias com a Íris. Ela adaptou-se muito bem aos novos ritmos. Dormiu sempre bem, quer de dia quer de noite. De noite, o facto de dormir na nossa cama certamente contribuiu para que se sentisse segura. De dia, o amortecer da caravana em movimento ou do carrinho de bébé sempre davam uma ajuda.

Novos passos no desenvolvimento da nossa filhota?? – Vários, claro. De vez em quanto, lá fazia novos sons fazendo-nos sorrir. Quase se senta sozinha, já consegue segurar bem a cabeça e apoiar-se com o braço para não cair (o que acaba, inevitavelmente, por acontecer, ao fim de algum tempo). Num dos dias estava o pai a brincar com ela e ela atirava-se para a frente, a partir da posição de sentada, acabando por ficar deitada de barriga, e o mais engraçado é que não chorava, parecia estar a fazer de propósito. Ontem e hoje reparamos que começa a virar-se de lado. Certamente que brevemente vai conseguir passar de deitada de costas, para deitada de bruços (barriga). Outra coisa que notamos foi o facto de se mover de noite na minha direcção, o que achamos ser instintivo, à procura da mama. Até agora não tínhamos pensado nisso pois ela dormiu quase sempre no berço dela, ao pé da nossa cama.
O mais interessante foi o facto de a necessidade que ela tinha de chuchar quando não está a mamar ter aumentado. A melhor solução era chucar num dos dedos do pai. Uma vez, estavamos numa visita guiada a um centro de preservação das aves “kiwis” e ela começou a chorar pois estava a querer dormir. Eu já estava a pensar que íamos ter que sair, mas o pai adormeceu-a facilmente no colo, com ela a chuchar num dos dedos dele. Acabámos por decidir comprar uma chupeta que ela deitou fora de início, mas que começou a gostar muito. Vamos tentar não abusar do uso da chupeta, mas pareceu-nos realmente que a necessidade de chuchar o justificava. As mãozinhas dela acabaram por não ser suficientes para ela, pois com a força acho que ela se magoava e depois começava a chorar.
A viagem foi tempo de muita actividade ao ar livre, para a Íris. Andámos muito com ela no carrinho e a parte mais engraçada era quando havia vento. Ela parecia apreciar e quando deixávamos só a carinha dela destapada, tapando os braços e o corpo dela, por causa do vento, ela parecia saber que se tirasse iria ter frio. Chegou a ficar assim tapadinha, a andar no carrinho e gozar a paisagem durante mais de 1 hora. Até falava, talvez querendo nos dizer como tudo era bonito e verde. Outra vez, fomos percorrer um pequeno trilho até onde se encontravam as árvores “kauri”, as maiores da Nova Zelândia. Também fomos com ela ao topo de uma montanha, dessa vez no colo, o que ela não apreciou muito. Esperamos que goste de caminhar connosco, quando for grande.
Durante as férias, esteve um pouco de frio, pelo menos quando comparado com o clima em Brisbane. No entanto, a Íris não parecia afectada com isso, antes pelo contrário. Parece tolerar melhor o frio que o calor, o que é uma certa desilusão para o pai que adora o calor e esse seria mais um motivo para tentar me convencer a ficarmos na Austrália.

E assim foi, vimos as aves "kiwis", as árvores "kauri", contactámos com a cultura aborígene maori, comemos muito mexilhão e vimos as paisagens verdes. Tudo muito interessante, mas não excepcionalmente. Os nossos Açores não ficam atrás, em beleza natural.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

A nossa lapa


Aos 3 meses a nossa filhota pesava 6,40 kg e media cerca de 62 cm! Que grande que ela está! É tão giro vê-la interessada nos objectos e no mundo à sua volta! Quando mama, por vezes, pára de mamar para olhar para trás. Eu devia ficar chateada, pois isso faz com que demore mais tempo a mamar, mas é tão engraçado que só consigo sorrir. O pai diz que é como uma lapa a mamar: gruda na mama e lá fica toda satisfeita a encher a barriga. Cansa-se nas suas investigações sobre o mundo que a rodeia e, se não acertamos na altura em que a devemos deitar, pronto, estamos feitos, demora mais de meia-hora a adormecer, se adormecer, e chora.
A Íris não se adapta muito bem ao calor, pelo que, nas horas de maior calor fica só com a fralda. Nestas alturas, em que está na cadeirinha só com a fralda parece uma pequena buda, com todas as banhinhas à mostra. Assim, estes últimos tempos a nossa filha ganhou mais dois nomes: lapa e buda!
Hoje o pai esteve a passar os vídeos da câmara para o computador. E, depois, perdia-se a rever os vídeos e reviver alguns dos momentos passados. A mim também me acontece, ponho-me a ver fotografias e perco-me a olhar para ela. É impressionante como ela nos conquistou!
Sábado, dia 27 deste mês, vamos para a Nova Zelândia 12 dias de férias. Esperamos que reaja bem à viagem de avião e que se adapte aos novos locais onde vai ter que dormir. Vamos tirar montes de fotos e gravar montes de vídeos!

sábado, 20 de outubro de 2007

O primeiro riso


Na próxima Terça-feira a Íris faz 3 meses. Vamos pesá-la e julgo que andará á volta de 6,5 Kg. Deve também medir mais de 60 cm. Tem crescido muito.
No início da semana que passou, riu pela primeira vez, quero dizer, sorriu e deu uma espécie de gargalhada. Foi tão giro, fiquei emocionada ao ouvi-la. Desde essa altura também, começou a guinchar, mais ou menos tipo iéeeee, relativamente alto. De resto, continua a fazer bolhinhas e a progredir quanto a agarrar bonecos e metê-los à boca. Nota-se também que tem muita mais capacidade de segurar na própria cabeça e já quase se a podemos sentar, mas com apoio. Gosta que a deixemos agarrar os nossos dedos e depois a puxemos para a frente, quando sentada. Gosta também muito de estar ao alto encostada ao nosso peito, a olhar por cima do ombro. Por estar muito mais activa, chateia-se e cansa-se mais facilmente. Se não dorme umas sonecas durante o dia fica muito irritada e chora muito. Interessante também é ela começar a gostar do nosso colo e chorar quando a pousamos. Acho que não é propriamente pelo mimo ou conforto, mas porque no nosso colo tem perspectivas diferentes do que está à sua volta e sempre pode fazer e ver umas coisas diferentes. Li, em qualquer lado, talvez no “The Baby Book”, que, nesta idade, é possível fazer os bébés mudarem de humor facilmente e notamos que é verdade. Se ela está chateada e a entretermos ou tentarmos fazer sorrir, ela acaba por não resistir e sorri mesmo. É tudo muito interessante!
O “The Baby Book” é um livro que fala de praticamente tudo o que é preciso. Quase todas as questões que se nos levantam são respondidas no livro. É muito bom. Foi nos emprestado pelo Aaron, o meu supervisor da universidade. O livro foi escrito por William e Martha Sears. O primeiro é pediatra e ela é enfermeira. Têm 8 filhos.
Hoje, o papá da Íris leu-lhe, pela primeira vez, um pouco de uma estória (em inglês). Pensei que ela não ía ligar, mas o que é certo é que parecia que estava a prestar atenção. À tarde resolvi ler o jornal em voz alta e também me pareceu que ela estava a gostar!

sábado, 6 de outubro de 2007

Olha o boneco!

A Íris está a dormir. Esteve acordada umas 2 horas e estava com dificuldade em adormecer. Começou a choramingar no parque (também chamado de berço portátil). Estava a ficar com fome. E está calor! Dei-lhe de mamar e adormeceu. Adoro vê-la a dormir ainda com a cara encostada à minha mama! Às vezes, sorri, como reflexo, indicando que está satisfeita. Acordei-a, de propósito, e deitei-a no parque. Chorou e não quis ficar. Peguei nela e dei-lhe mais de mamar. Voltei a pô-la no parque e desta vez, após resmungar um pouco, adormeceu. Tenho medo que se habitue demasiado à mama e não durma sem mim, pois não vou estar sempre ao pé dela, no futuro já próximo.
É cada vez mais fácil perceber o que quer, se quer atenção, dormir ou comer. Está mais gordinha! O seu desenvolvimento motor também é significativo, nota-se quando pegamos nela ao colo como já segura a cabeça melhor, já se apoia em nós e parece que nos abraça. Começamos a colocá-la de barriga para baixo, pois disseram-nos que era importante para o desenvolvimento motor e cerebral. No início, não gostava e começava quase logo a chorar. Agora já gosta e até levanta a cabeça durante um bom espaço de tempo. Contudo, o mais interessante desta semana foi o facto de começar a tocar e olhar para bonecos e ela própria de uma forma que parece intencional!

Ontem fomos pedir o passaporte dela australiano. Que esquisito... ter uma filha australiana! Tivemos que tirar uma fotografia que obedecesse aos requisitos pedidos e isso é que foi difícil! Na loja de fotografia começou a chorar. Resolvemos tentar em casa. Acabei por tirar umas 100 fotos só à parte superior do corpo com imensas expressões diferentes dela!
A nossa filhota tem uma hérnia umbilical. Pequena. Parece ser mais ou menos frequente e resulta da queda do cordão umbilical. A médica disse que em 90 % dos casos acaba por desaparecer quando ela crescer. No entanto, temos receio que aumente muito e resolvemos começar a pôr uma liga à volta da barriga dela. Já fazemos isso há 2 semanas e parece ligeiramente melhor. Seguramente, não está pior! Esperemos que desapareça rápido.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Reuniões de mães


Hoje andamos em reuniões de mães. Eu e a Íris. É uma actividade muito usual aqui na Austrália. Julgo que resulta de que muitas mães tiram licenças de cerca de um ano e durante esse tempo, tanto elas como os bébés precisam de conviver. Conheci estas mães através da nossa vizinha Holly que também tem um bébé, o Wesley. A Íris pareceu-me bem desenvolvida, comparando com os bébés da mesma idade. Continua a evoluir. Ontem fez 8 semanas. Cada vez gosta mais de chupar na mão e, em breve, certamente, meterá na boca bonecos. Assim, continuamos com a decisão de não lhe dar uma chupeta.

Já palra, de forma a chamar a atenção, e conhece-nos muito melhor. Se estamos em casa, é capaz de passar quase todo o tempo em que está acordada, nos seus ahahah, ohohoh, aaaiá ...etc, ou mistura destes. Já se incomoda mais se estiver sozinha e gosta de interagir, seja connosco, seja prestando atenção aos bonecos. Por isso, agora, quando está acordada, gosta de estar na cadeira-baloiço, em vez de deitada, para poder comunicar e olhar à sua volta!
Ontem fomos ao médico, para verificar se estava tudo bem. Pesa agora 5.2 Kg e mede 57 cm. Apanhou também o primeiro conjunto de vacinas: 4. Uma das vacinas foi a 2ª dose da hepatite B que apanhou logo a seguir ao nascimento.
Adormece a mamar, mas continua a conseguir adormecer sozinha na cama, no sofá ou no carrinho. É um amor!

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

O Nascimento

São tantas as mudanças; o desenvolvimento da nossa filhota é tão rápido que o medo de esquecer momentos preciosos, e não os poder relembrar e gozar, um dia no futuro, trás todo o sentido para registar muitos dos momentos passados.


A Íris nasceu no dia 23 de Julho de 2007, pelas 15:31 h. Quando a parteira a colocou no meu peito, nos momentos iniciais, não senti nenhuma emoção forte. Acho que estava apenas aliviada; finalmente ela tinha nascido e estava lá perfeitinha. No entanto, lembro-me de ver pela primeira vez a cabecinha dela, no meio das minhas pernas e depois, quando a enfermeira a levantou no ar logo após o nascimento, para a colocar no meu colo, de ver o corpinho dela. Tinha aquela gordura dos bébés nas costas; pensei para mim que não era muito roxa e que era até maior e mais gordinha do que o que eu esperava. Passado um pouco, depois de a ter uns minutos no meu peito, comecei a sentir-me mais emocionada,... felicidade, surpresa, alívio. Era tão bonita! Eu e o Armando demos um beijo. Lembro-me que disse ao Armando para pegar nela. Ele estava tão cansado e emocionado que ainda nem tinha pegado nela.


Nos primeiros dias, semanas, foi nosso costume chamar-lhe um sem número de nomes carinhosos: filhota, minhoquinha, pequerrucha, bazaroquinha, embrulho, etc. Agora, e estando nós conscientes de que os bébés aprendem por repetição, procuramos repetir mais o seu nome: Íris.

Estes últimos dias apercebemo-nos de que gosta e presta muita atenção a um boneco de tecido amarelo que parece um dinossauro e tem um apito no interior. Geralmente, sorri ao vê-lo, principalmente se o fazemos apitar. Chamamos ao boneco o Sauro. O Sauro foi emprestado pelo Aaron, juntamente com outras coisas. Um outro brinquedo, maiorzinho e oferecido pelo Aaron, parece um dragão e foi apelidado de Drago.

Os olhos da Íris continuam de um azul escuro acinzentado. Estamos muito curiosos para saber de que cor vão ser os olhos dela. Sabemos que a cor final pode estar definida apenas aos 6 meses ou mesmo só perto de 1 ano de idade.