quarta-feira, 18 de novembro de 2009

As mais bonitas


O Papá diz que são as meninas mais bonitas do mundo. Eu digo-lhe que todos os pais consideram os seus filhos muito bonitos. No entanto, claro que concordo... que temos umas filhas muito bonitas, engraçadas e espertas.
Há cerca de 3 semanas fomos visitar alguma da família do Armando. As nossas meninas visitaram a bisavó que ficou muito satisfeita com o encontro.
Nessa altura a Iris estava a atravessar uma fase de tristeza e birras, principalmente, achamos nós, por causa do nascimento da Eva. Fomos alertados pela sua educadora sobre a passividade que tinha vindo a demonstrar na creche, pouco usual na Iris. Falámos sobre o assunto. Lemos na internet sobre os ciúmes de irmãos e sobre os comportamentos aos 2 anos de idade e tentámos ajudá-la a superar essa fase. Aumentámos a atenção que lhe dávamos, fomos mais tolerantes, afirmámos vezes sem conta que gostamos muito dela, tentámos explicar mais muitas das nossas acções, fizemos um esforço para que dormisse mais e deixámo-la ficar connosco em casa uns dias extra, passando assim uns fins de semana prolongados connosco. Ela acabou por recuperar.
Hoje, por exemplo, apesar de estar doente, provavelmente com um vírus qualquer, está bem comportada e bem humorada. Neste momento, o pai está no sofá a ler-lhe um livro do Winnie the Pooh. Explica-lhe as imagens e as palavras e a Iris lá vai fazendo os seus coementários. Diz ela que os pirilampos "Parecem abelhas.". Pede-lhe para mostrar novamente os pirilampos que estão na página anterior... "Mosta pai,... os piilampos". Ou comenta... "Olha a Lua." Num dia normal, gosta de cantar, sabendo já a letra de muitas canções, tais como "Olha a bola Manel", "Foi na loja do mestre André", ou agora que estamos já perto do Natal, as canções "O pinheirinho" e "No relógio da Avózinha". Por vezes dizíamos-lhe que ficávamos tristes com alguma coisa que ela fazia errada. Agora não precisamos de dizer... ela pergunta, depois de corrigir uma asneira..."Está feliz, pai?", "Está feliz, mãe?" E nós não resistimos...

Hoje fomos com a Eva ao médico, à consulta dos 2 meses. Como a Iris está doente e pode tê-la contagiado ou vir a contagiar, decidimos não lhe dar as vacinas. Pesa agora 5,480 kg e mede 61 cm. Cresceu e engordou muito pois quase só dorme, come e faz xixi e cócó. Desde a idade de 1 mês que começou a fazer uns sons que se aproximam do que chamamos de linguagem, mas apenas esporadicamente. No entanto, ultimamente, tem estado mais activa, já reagindo às nossas falas e tentativas de a fazer sorrir. Por vezes, responde com um som ou com um sorriso. Hoje à tarde pode-se dizer que esteve a palrar até adormecer na sua cadeirinha de baloiço. Está muito gira e começa agora a diferenciar-se fisicamente da Iris, na mesma fase em que esta era bébé.
E assim passamos os nossos dias, cuidando ora de uma ora outra, com prazer, apreciando o crescimento das duas, mas também desejosos que esta fase de muito trabalho passe. E ainda diz a enfermeira que ainda vamos fazer o Adão!... Falta-nos a energia necessária.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O nascimento do nosso segundo fruto

No dia 15 de Setembro, às 14:42 nasceu a nossa segunda filha Eva. Pesava 3430 g e media 50,5 cm. Olhei para ela e vi que era aparentemente perfeitinha!... Apesar das ecografias, na verdade, só acreditamos vendo. Quando nasceu estava um pouco mais branquinha do que a Iris, mas a enfermeira disse que era normal e eu sosseguei. Tal como a Iris, depressa encontrou a maminha e passou uma meia hora no conforto do meu peito. Eu e o Armando mal acreditávamos como foi tudo tão rápido... O trabalho de parto, demorou pouco mais do que 1h30, na fase mais séria!

Decidimos que, em princípio, eu não iria querer a famosa anestesia epidural. Digo decidimos porque apesar de ser eu quem teria de sentir a dor física, provavelmente, não conseguiria manter essa decisão sem o apoio do Armando, quer psicológico, quer físico, na altura do parto. Não tive anestesia aquando do nascimento da Iris e é facto sabido que o segundo parto é, geralmente, mais fácil do que o primeiro, pelo que eu achava que aguentaria mais uma vez sem anestesia. A diferença entre Portugal e a Austrália foi que, nas poucas visitas ao hospital que antecederam o nascimento, aqui fomos tratados como anormais, em vez de apoiados nesta nossa decisão. Um médico disse que esperava que tivessemos bom senso, e uma médica perguntou se eu não tinha sentido dor... O nosso medo era que me obrigassem a estar "presa" à cama, já que sabíamos que a movimentação durante a dilatação era essencial para ajudar ao processo e a superar a dor.

O parto foi ligeiramente induzido, já que eu sentia contracções e tinha alguma dilatação, desde umas 2 semanas antes do nascimento. Puseram-me a receber uma dose ligeira de oxitocina, a hormona do amor, e glicose. Passada 1 hora, a parteira rebentou a bolsa das águas e, a partir desse momento, é que as contracções mais dolorosas começaram. Tivemos então que pôr em prática algumas das técnicas de relaxamento que aprendemos na Austrália (mas que não fazem milagres). A parteira deixou-nos à vontade e disse que podia me levantar, desde que os tubos não se soltassem. Só voltou depois de passada cerca de 1h30, e mal teve tempo de colocar as luvas e preparar a cama. Ao fim de 2 min a Eva nascia. Antes de a enfermeira aparecer eu já tinha sentido a Eva a querer sair. Apesar de termos tocado à campaínha antes, foi nos dito que as enfermeiras e médicos estavam a ver os monitores lá para dentro. Felizmente tudo correu bem, mas a ausência de acompanhento rondou a negligência. Não fosse a simpatia e, apesar de tudo, competência da parteira, aliadas ao facto de que até estivemos bem os dois sozinhos, teríamos provavelmente, feito uma queixa. Assim, e ao fim e ao cabo, nem houve tempo para nos proporem a epidural! Ao fim de 48 h já eu andava perfeitamente, subindo escadas e fazendo algum trabalho doméstico.

Durante os primeiros dias não me cansava de olhar para ela e ficar surpreendida com a sua semelhança com a Iris. Faz hoje 1 mês. Já engordou 1 kg. E melhor ainda, ... quase não chora, nem tem muitas das famosas cólicas que justificam todos os choros dos bébés! Assim, temos mais tempo para redobrar as atenções sobre a irmã mais velha.
A Iris, agora quase com 2 anos e 3 meses, demorou uns dias a habituar-se, mas já quase não tem atitudes de ciúme. Gosta de deitar-se ao pé da Eva e de lhe dar beijos. A Iris, claro, continua a ser a nossa filha querida. Já repete tudo e faz frases elaboradas de autoria própria. Já não usa fralda, excepto para dormir. Adora livros, passando muito tempo de volta deles. São os objectos de eleição que muitas vezes quer levar para a creche, para mostrar aos seus amiguinhos. O principal motivo será, possivelmente, a lembrança, na sua mente, da leitura que o pai lhe faz desses livros antes de ir para a cama. Gosta também muito de montar puzzles (já consegue montar sozinha, puzzles de 6 e 9 peças!), de brincar com plasticina e de ver a Sésame Street, ou o Becas como ela diz. É muito independente, não gosta de receber nem de dar beijos, nem que a peguem ao colo, excepto se for o pai ou a mãe. Agora está na fase do NÃO, pelo que evitamos lhe fazer perguntas. O "negócio" e uma espécie de "chantagem", vão funcionando bem, para a obrigar a fazer o que não quer. É uma trameleira, como diz o pai.
Cá deixo figuras de uma vida a 4 que espero sirvam de alguma inspiração para famílias a 3...
ps: O prometido no último post sobre uns comentários da nossa vida cá comparada com a da Austrália, fica para outra altura, até porque seria com certeza controverso!...