Ai! Ai! Lá se foram 3 meses intensos onde pouco tempo sobrou para escrever um post.
Terminados os meus trabalhos na universidade de Queensland, chegaram as merecidas férias. No fim de Julho, chegou a minha irmã e amigos para uma viagem pela Austrália. De muitas coisas me recordo, mas uma, em especial, vale a pena realçar: a chegada das visitas e a reacção da Iris. Eu estava em casa e o Armando tinha ido buscá-los ao aeroporto. Chegaram, beijinhos e abraços e a minha irmã pegou na pequenota ao colo. Ela não chorou e, em pouco tempo, andava no colo de todos e a rir-se com todos. A empatia foi imediata. Talvez ela tenha reconhecido que falavamos todos a mesma língua (e não aquela coisa diferente que costumavamos falar com os nossos amigos australianos). Talvez ela tenha pressentido que eram família, ou amigos como família. Talvez as duas coisas.
Lá fomos, éramos 7, contando com a Iris. Alugamos um carro e fizemos mais de 2000 km em cerca de 10 dias. Coisa pouca se pensarmos nas dimensões da Austrália. A Iris protestou um pouco por andar tanto de carro, presa na sua cadeira, mas adaptou-se bem à mudança. Cada dia que passava adorava mais a minha irmã e os nossos amigos, João, Adélia e Teles.
No dia 14 de Agosto, regressei a Portugal com a Iris e as visitas; o Armando ficou a organizar as coisas na Austrália e a juntar mais uns trocos. Regressa em menos de 1 mês. A viagem de avião, ou antes, as viagens, correram todas bem. A Iris chorou um pouco num dos voos, mas no mais longo, de 12 horas, nem uma vez se queixou. Comeu dormiu e brincou. Foi impressionante. Nós é que descansamos menos, claro.Chegamos e a família estava toda à espera. A pequenota voltou a revelar-se. Foi para todos os colos sem se lamentar. Sorriu e adaptou-se à nova realidade. Passado uns dias, ela estava a choramingar por uma razão qualquer. Um dos meus irmãos disse que pensava que ela não chorava. Isto só para dar uma ideia da sua adaptação.
No dia 1 de Setembro, fez a sua primeira estadia, ainda que curta, na creche aqui da terra. Nessa primeira semana só foi para a creche de manhã. Chorava um pouco à chegada, mas na semana seguinte deixou de chorar e passou a ficar lá o dia todo, ainda que curto. Em geral, das 9h30 às 16h30. Desde que para lá foi já ficou doente 3 vezes, na maioria devido a viroses, que atacaram a garganta e/ou o sistema digestivo (diarreia). Já estavamos à espera desta situação, apesar de eu ter a esperança que ela fosse um dos casos excepcionais das crianças que poucas vezes adoecem!
Ela gosta da creche, apesar de preferir ficar com a mamá, claro, pelo menos para já. A educadora, Vera, muito atenciosa, diz que ela se dá muito bem com os outros meninos e que gosta de participar em actividades. A Iris até já trouxe umas pinturas feitas por ela para casa! Descobriu a escrita e a pintura! Já sabe pegar no lápis de uma forma correcta, apesar de não perfeita, e escrever /riscar.
A Iris já anda muito bem e iniciou, há pouco tempo, as suas primeiras tentativas de subir para cima de objectos - para além de escadas. Gosta de tudo o que é telefone ou se parece com ele, como os comandos da televisão e gosta de pulseiras e de relógios. E de gatos e cães! Tartarugas, galinhas e coelhos. Adora os meus sobrinhos. Gosta também das minhas irmãs e dos avós, claro. Já reconhece e aponta, se lhe disser o nome, para muitos deles. No entanto, a Iris tem desenvolvido pouco a fala (tem até quase regredido em relação aos últimos tempos que passamos na Austrália). Acho que anda muito entretida em conhecer e se adaptar a esta nova realidade da sua vida. São muitas, muitas coisas e pessoas novas. Já lhe nasceram mais dentes, num total de 10, incluindo 2 molares; um outro molar, está mesmo ali à espreita para dar a cara, com uma pontinha já quase de fora. Hoje adormeceu deitada em cima de mim, para não variar, e deliciada com uma pequena massagem nas costas.
E hoje fico por aqui. Para a próxima, fica prometido um post sobre a minha perspectiva do regresso e a minha nova vida no nosso país. 





