No dia 15 de Setembro, às 14:42 nasceu a nossa segunda filha Eva. Pesava 3430 g e media 50,5 cm. Olhei para ela e vi que era aparentemente perfeitinha!... Apesar das ecografias, na verdade, só acreditamos vendo. Quando nasceu estava um pouco mais branquinha do que a Iris, mas a enfermeira disse que era normal e eu sosseguei. Tal como a Iris, depressa encontrou a maminha e passou uma meia hora no conforto do meu peito. Eu e o Armando mal acreditávamos como foi tudo tão rápido... O trabalho de parto, demorou pouco mais do que 1h30, na fase mais séria!Decidimos que, em princípio, eu não iria querer a famosa anestesia epidural. Digo decidimos porque apesar de ser eu quem teria de sentir a dor física, provavelmente, não conseguiria manter essa decisão sem o apoio do Armando, quer psicológico, quer físico, na altura do parto. Não tive anestesia aquando do nascimento da Iris e é facto sabido que o segundo parto é, geralmente, mais fácil do que o primeiro, pelo que eu achava que aguentaria mais uma vez sem anestesia. A diferença entre Portugal e a Austrália foi que, nas poucas visitas ao hospital que antecederam o nascimento, aqui fomos tratados como anormais, em vez de apoiados nesta nossa decisão. Um médico disse que esperava que tivessemos bom senso, e uma médica perguntou se eu não tinha sentido dor... O nosso medo era que me obrigassem a estar "presa" à cama, já que sabíamos que a movimentação durante a dilatação era essencial para ajudar ao processo e a superar a dor.
O parto foi ligeiramente induzido, já que eu sentia contracções e tinha alguma dilatação, desde umas 2 semanas antes do nascimento. Puseram-me a receber uma dose ligeira de oxitocina, a hormona do amor, e glicose. Passada 1 hora, a parteira rebentou a bolsa das águas e, a partir desse momento, é que as contracções mais dolorosas começaram. Tivemos então que pôr em prática algumas das técnicas de relaxamento que aprendemos na Austrália (mas que não fazem milagres). A parteira deixou-nos à vontade e disse que podia me levantar, desde que os tubos não se soltassem. Só voltou depois de passada cerca de 1h30, e mal teve tempo de colocar as luvas e preparar a cama. Ao fim de 2 min a Eva nascia. Antes de a enfermeira aparecer eu já tinha sentido a Eva a querer sair. Apesar de termos tocado à campaínha antes, foi nos dito que as enfermeiras e médicos estavam a ver os monitores lá para dentro. Felizmente tudo correu bem, mas a ausência de acompanhento rondou a negligência. Não fosse a simpatia e, apesar de tudo, competência da parteira, aliadas ao facto de que até estivemos bem os dois sozinhos, teríamos provavelmente, feito uma queixa. Assim, e ao fim e ao cabo, nem houve tempo para nos proporem a epidural! Ao fim de 48 h já eu andava perfeitamente, subindo escadas e fazendo algum trabalho doméstico.

Durante os primeiros dias não me cansava de olhar para ela e ficar surpreendida com a sua semelhança com a Iris. Faz hoje 1 mês. Já engordou 1 kg. E melhor ainda, ... quase não chora, nem tem muitas das famosas cólicas que justificam todos os choros dos bébés! Assim, temos mais tempo para redobrar as atenções sobre a irmã mais velha.
A Iris, agora quase com 2 anos e 3 meses, demorou uns dias a habituar-se, mas já quase não tem atitudes de ciúme. Gosta de deitar-se ao pé da Eva e de lhe dar beijos. A Iris, claro, continua a ser a nossa filha querida. Já repete tudo e faz frases elaboradas de autoria própria. Já não usa fralda, excepto para dormir. Adora livros, passando muito tempo de volta deles. São os objectos de eleição que muitas vezes quer levar para a creche, para mostrar aos seus amiguinhos. O principal motivo será, possivelmente, a lembrança, na sua mente, da leitura que o pai lhe faz desses livros antes de ir para a cama. Gosta também muito de montar puzzles (já consegue montar sozinha, puzzles de 6 e 9 peças!), de brincar com plasticina e de ver a Sésame Street, ou o Becas como ela diz. É muito independente, não gosta de receber nem de dar beijos, nem que a peguem ao colo, excepto se for o pai ou a mãe. Agora está na fase do NÃO, pelo que evitamos lhe fazer perguntas. O "negócio" e uma espécie de "chantagem", vão funcionando bem, para a obrigar a fazer o que não quer. É uma trameleira, como diz o pai.
Cá deixo figuras de uma vida a 4 que espero sirvam de alguma inspiração para famílias a 3...
ps: O prometido no último post sobre uns comentários da nossa vida cá comparada com a da Austrália, fica para outra altura, até porque seria com certeza controverso!...
1 comentário:
A Teresa quando se (me) questionava sobre o epidoral eu dizia-lhe mais ou menos o que o médico te disse ... "tem juizo, claro que sim !" E tomou ! Curiosamente ficámos na dúvida se terá sido uma boa decisão pq o parto desenrolou-se de forma muito rapida após a toma e atendendo às dores que diz ter sentido é provável que não tivesse tido tempo para fazer efeito. Por outro lado referiu que o desconforto deixado na zona da anestesia foi o que demorou mais tempo a passar após o parto.
De qq maneira continuo a pensar que é a melhor opção... qdo vier o Adão experimenta e depois ficarás em melhor posição que eu para ajuizar !
bjs
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