Hoje é dia da mãe, aqui na Austrália, o 2º Domingo de Maio. A minha filhota ofereceu-me uns bonitos presentes: um postal, um livrinho com pensamentos e imagens e uma caderneta de cheques de amor, com promessas para ela cumprir quando for grande, do tipo, "Prometo fazer a cama todos os dias durante um mês". Claro, pelas mãos do papá.
Assim, este post será sobretudo dedicado a ela e às minhas impressões. Mais umas novidades, uns registos, para amigos e família e para a posteridade, de uma mãe babada, claro.
Ontem estavamos a brincar com a Iris, a segurar a chupeta dela com a nossa boca - obviamente pela parte que ela não chucha - e ela estava a achar muita piada. Eu fiz isso e depois o Armando também fez. De seguida, ela ofereceu-me a chupeta para eu voltar a fazer o mesmo! Ou seja, ela não só gostou do jogo, como já sabe participar nele!
Também a semana passada, pela primeira vez, ela acenou para dizer tchau, tchau ou bye, bye e, entretanto, já repetiu isso umas quantas vezes. É muito interessante observar estas pequenas coisas, para nós, mas grandes etapas no desenvolvimento do cérebro de um bébé.
Outra coisa que a Iris já é capaz de fazer, há mais de 2 semanas é descobrir objectos que escondemos. Quando começamos a fazer essa brincadeira, escondendo, por exemplo, o telemóvel debaixo de um pano, mesmo à frente dela, ela ficava a olhar e não era capaz de levantar o pano, não percebia o que tinha acontecido, mesmo que fizessemos esse jogo devagar, ou lhe mostrássemos o telemóvel, levantando o pano. Depois de repetir a brincadeira meia dúzia de vezes, nos dias seguintes, clic!, ela descobriu e agora temos que esconder as coisas bem escondidas. Noto que ela só gosta do telemóvel para meter na boca e, essencialmente, porque é um objecto proibido, por essa mesma razão.
Fomos passar 2 dias a uma ilha cá perto, "North Stradbroke Island" para festejar o nosso 2º aniversário de casamento. Esteve bom tempo e fomos até à praia.
Em idas anteriores à praia, a Iris não gostava muito da areia. Desta vez, adorou, gatinhou, espalhou areia por cima dela própria e até comeu... Estavamos numa zona em que tinha um pouco de areia molhada, aos montinhos que pareciam pedrinhas, pelo menos para ela. Conclusão... ela tentava agarrar essas pseudo pedrinhas e metê-las na boca. Não deve ter gostado muito, porque não repetiu a brincadeira muitas vezes.
Tomou banho, chapinhou e gatinhou num lago dessa ilha e, uma altura, quando já estava vestida e sentada na areia da berma, ía a fugir-nos para voltar para a água. Gosta da água. Na natação, na última semana, a professora deixou-a sozinha, apenas apoiada num rolo de esponja e ela lá se moveu, batendo com os pés...
Quanto a deslocar-se continua a correr a casa, ora de gatas, ora agarrada aos móveis, de pé. Quando tentamos que ela se segure de pé sem apoio, geralmente, ela não quer e abaixa-se. Por vezes, coopera e, nessas alturas, consegue aguentar-se de pé sozinha uma meia dúzia de segundos. Vai onde quer, por isso não está para correr mais riscos e tentar andar. Falando em riscos, podemos observar que ela já tem noção das alturas. Já sabe que se tentar descer o degrau da porta pode cair e não tenta fazê-lo. Também sabe que não pode atirar-se abaixo da nossa cama. Agora ela pára e não continua, mas antes, se a deixássemos, atirava-se abaixo da cama a tentar agarrar algo ou, simplesmente, quando estava a gatinhar. Claro que, mesmo assim, não a deixamos sozinha em cima da nossa cama! É capaz de ter aprendido quando tentou descer um degrau e quase caiu - eu agarrei-a mesmo a tempo - ou simplesmente, é mais um desenvolvimento normal do seu cérebro.
Mas, o que mais nos fascina é a sua interacção social. Sorri para quase toda a gente. Ainda hoje, estava no café, e ela estava no chão. Começou a olhar e a sorrir para um homem numa mesa ao lado, à espera de uma resposta. O homem nem notou. Quando uma senhora de outra mesa olhou para ela e sorriu, ela sorriu logo em resposta. Depois foi até lá, sem medo, para explorar e para mais "conversa". Fica especada a olhar quando ouve e vê pessoas a falar outra língua, como os chineses lá do AIBN, o instituto onde trabalho. É muito engraçada essa situação.
Já conhece bem as músicas do CD com as músicas australianas e agora começa a reconhecer as de outro CD que costumamos pôr. No início não gostava, mas já se habituou aos novos sons. Interessante que ela dança ao som das músicas quando o CD está a tocar ou quando nós cantamos essas músicas, mas se cantarmos músicas portuguesas - cuja parte instrumental ela nunca ouviu - ela não dança. De certeza que reconhece os sons, tantas vezes eu já cantei o "Atirei o pau ao gato", por exemplo, mas falta a música, o ritmo e ela não dança (ou eu sou má cantora!).
Come bem sopa, papas, iogurte e adora pedaços de fruta. Ainda não usamos sal, nem açúcar, mel ou frutos secos. De resto, come tudo. De dia dorme, às vezes duas vezes, outras só uma, às vezes, adormece facilmente, outras só quer brincar. À noite, vai para a cama por volta das nove e acorda por volta das 5 da manhã para mais uma dose de leite. Dorme depois até às 8-9 horas.
Escrevi um pouco sobre tudo, na esperança de um dia ajudar a memória a recordar estes bonitos tempos.