quarta-feira, 18 de novembro de 2009

As mais bonitas


O Papá diz que são as meninas mais bonitas do mundo. Eu digo-lhe que todos os pais consideram os seus filhos muito bonitos. No entanto, claro que concordo... que temos umas filhas muito bonitas, engraçadas e espertas.
Há cerca de 3 semanas fomos visitar alguma da família do Armando. As nossas meninas visitaram a bisavó que ficou muito satisfeita com o encontro.
Nessa altura a Iris estava a atravessar uma fase de tristeza e birras, principalmente, achamos nós, por causa do nascimento da Eva. Fomos alertados pela sua educadora sobre a passividade que tinha vindo a demonstrar na creche, pouco usual na Iris. Falámos sobre o assunto. Lemos na internet sobre os ciúmes de irmãos e sobre os comportamentos aos 2 anos de idade e tentámos ajudá-la a superar essa fase. Aumentámos a atenção que lhe dávamos, fomos mais tolerantes, afirmámos vezes sem conta que gostamos muito dela, tentámos explicar mais muitas das nossas acções, fizemos um esforço para que dormisse mais e deixámo-la ficar connosco em casa uns dias extra, passando assim uns fins de semana prolongados connosco. Ela acabou por recuperar.
Hoje, por exemplo, apesar de estar doente, provavelmente com um vírus qualquer, está bem comportada e bem humorada. Neste momento, o pai está no sofá a ler-lhe um livro do Winnie the Pooh. Explica-lhe as imagens e as palavras e a Iris lá vai fazendo os seus coementários. Diz ela que os pirilampos "Parecem abelhas.". Pede-lhe para mostrar novamente os pirilampos que estão na página anterior... "Mosta pai,... os piilampos". Ou comenta... "Olha a Lua." Num dia normal, gosta de cantar, sabendo já a letra de muitas canções, tais como "Olha a bola Manel", "Foi na loja do mestre André", ou agora que estamos já perto do Natal, as canções "O pinheirinho" e "No relógio da Avózinha". Por vezes dizíamos-lhe que ficávamos tristes com alguma coisa que ela fazia errada. Agora não precisamos de dizer... ela pergunta, depois de corrigir uma asneira..."Está feliz, pai?", "Está feliz, mãe?" E nós não resistimos...

Hoje fomos com a Eva ao médico, à consulta dos 2 meses. Como a Iris está doente e pode tê-la contagiado ou vir a contagiar, decidimos não lhe dar as vacinas. Pesa agora 5,480 kg e mede 61 cm. Cresceu e engordou muito pois quase só dorme, come e faz xixi e cócó. Desde a idade de 1 mês que começou a fazer uns sons que se aproximam do que chamamos de linguagem, mas apenas esporadicamente. No entanto, ultimamente, tem estado mais activa, já reagindo às nossas falas e tentativas de a fazer sorrir. Por vezes, responde com um som ou com um sorriso. Hoje à tarde pode-se dizer que esteve a palrar até adormecer na sua cadeirinha de baloiço. Está muito gira e começa agora a diferenciar-se fisicamente da Iris, na mesma fase em que esta era bébé.
E assim passamos os nossos dias, cuidando ora de uma ora outra, com prazer, apreciando o crescimento das duas, mas também desejosos que esta fase de muito trabalho passe. E ainda diz a enfermeira que ainda vamos fazer o Adão!... Falta-nos a energia necessária.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O nascimento do nosso segundo fruto

No dia 15 de Setembro, às 14:42 nasceu a nossa segunda filha Eva. Pesava 3430 g e media 50,5 cm. Olhei para ela e vi que era aparentemente perfeitinha!... Apesar das ecografias, na verdade, só acreditamos vendo. Quando nasceu estava um pouco mais branquinha do que a Iris, mas a enfermeira disse que era normal e eu sosseguei. Tal como a Iris, depressa encontrou a maminha e passou uma meia hora no conforto do meu peito. Eu e o Armando mal acreditávamos como foi tudo tão rápido... O trabalho de parto, demorou pouco mais do que 1h30, na fase mais séria!

Decidimos que, em princípio, eu não iria querer a famosa anestesia epidural. Digo decidimos porque apesar de ser eu quem teria de sentir a dor física, provavelmente, não conseguiria manter essa decisão sem o apoio do Armando, quer psicológico, quer físico, na altura do parto. Não tive anestesia aquando do nascimento da Iris e é facto sabido que o segundo parto é, geralmente, mais fácil do que o primeiro, pelo que eu achava que aguentaria mais uma vez sem anestesia. A diferença entre Portugal e a Austrália foi que, nas poucas visitas ao hospital que antecederam o nascimento, aqui fomos tratados como anormais, em vez de apoiados nesta nossa decisão. Um médico disse que esperava que tivessemos bom senso, e uma médica perguntou se eu não tinha sentido dor... O nosso medo era que me obrigassem a estar "presa" à cama, já que sabíamos que a movimentação durante a dilatação era essencial para ajudar ao processo e a superar a dor.

O parto foi ligeiramente induzido, já que eu sentia contracções e tinha alguma dilatação, desde umas 2 semanas antes do nascimento. Puseram-me a receber uma dose ligeira de oxitocina, a hormona do amor, e glicose. Passada 1 hora, a parteira rebentou a bolsa das águas e, a partir desse momento, é que as contracções mais dolorosas começaram. Tivemos então que pôr em prática algumas das técnicas de relaxamento que aprendemos na Austrália (mas que não fazem milagres). A parteira deixou-nos à vontade e disse que podia me levantar, desde que os tubos não se soltassem. Só voltou depois de passada cerca de 1h30, e mal teve tempo de colocar as luvas e preparar a cama. Ao fim de 2 min a Eva nascia. Antes de a enfermeira aparecer eu já tinha sentido a Eva a querer sair. Apesar de termos tocado à campaínha antes, foi nos dito que as enfermeiras e médicos estavam a ver os monitores lá para dentro. Felizmente tudo correu bem, mas a ausência de acompanhento rondou a negligência. Não fosse a simpatia e, apesar de tudo, competência da parteira, aliadas ao facto de que até estivemos bem os dois sozinhos, teríamos provavelmente, feito uma queixa. Assim, e ao fim e ao cabo, nem houve tempo para nos proporem a epidural! Ao fim de 48 h já eu andava perfeitamente, subindo escadas e fazendo algum trabalho doméstico.

Durante os primeiros dias não me cansava de olhar para ela e ficar surpreendida com a sua semelhança com a Iris. Faz hoje 1 mês. Já engordou 1 kg. E melhor ainda, ... quase não chora, nem tem muitas das famosas cólicas que justificam todos os choros dos bébés! Assim, temos mais tempo para redobrar as atenções sobre a irmã mais velha.
A Iris, agora quase com 2 anos e 3 meses, demorou uns dias a habituar-se, mas já quase não tem atitudes de ciúme. Gosta de deitar-se ao pé da Eva e de lhe dar beijos. A Iris, claro, continua a ser a nossa filha querida. Já repete tudo e faz frases elaboradas de autoria própria. Já não usa fralda, excepto para dormir. Adora livros, passando muito tempo de volta deles. São os objectos de eleição que muitas vezes quer levar para a creche, para mostrar aos seus amiguinhos. O principal motivo será, possivelmente, a lembrança, na sua mente, da leitura que o pai lhe faz desses livros antes de ir para a cama. Gosta também muito de montar puzzles (já consegue montar sozinha, puzzles de 6 e 9 peças!), de brincar com plasticina e de ver a Sésame Street, ou o Becas como ela diz. É muito independente, não gosta de receber nem de dar beijos, nem que a peguem ao colo, excepto se for o pai ou a mãe. Agora está na fase do NÃO, pelo que evitamos lhe fazer perguntas. O "negócio" e uma espécie de "chantagem", vão funcionando bem, para a obrigar a fazer o que não quer. É uma trameleira, como diz o pai.
Cá deixo figuras de uma vida a 4 que espero sirvam de alguma inspiração para famílias a 3...
ps: O prometido no último post sobre uns comentários da nossa vida cá comparada com a da Austrália, fica para outra altura, até porque seria com certeza controverso!...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Três meses passados!

Ai! Ai! Lá se foram 3 meses intensos onde pouco tempo sobrou para escrever um post.

Terminados os meus trabalhos na universidade de Queensland, chegaram as merecidas férias. No fim de Julho, chegou a minha irmã e amigos para uma viagem pela Austrália. De muitas coisas me recordo, mas uma, em especial, vale a pena realçar: a chegada das visitas e a reacção da Iris. Eu estava em casa e o Armando tinha ido buscá-los ao aeroporto. Chegaram, beijinhos e abraços e a minha irmã pegou na pequenota ao colo. Ela não chorou e, em pouco tempo, andava no colo de todos e a rir-se com todos. A empatia foi imediata. Talvez ela tenha reconhecido que falavamos todos a mesma língua (e não aquela coisa diferente que costumavamos falar com os nossos amigos australianos). Talvez ela tenha pressentido que eram família, ou amigos como família. Talvez as duas coisas.
Lá fomos, éramos 7, contando com a Iris. Alugamos um carro e fizemos mais de 2000 km em cerca de 10 dias. Coisa pouca se pensarmos nas dimensões da Austrália. A Iris protestou um pouco por andar tanto de carro, presa na sua cadeira, mas adaptou-se bem à mudança. Cada dia que passava adorava mais a minha irmã e os nossos amigos, João, Adélia e Teles.

No dia 14 de Agosto, regressei a Portugal com a Iris e as visitas; o Armando ficou a organizar as coisas na Austrália e a juntar mais uns trocos. Regressa em menos de 1 mês. A viagem de avião, ou antes, as viagens, correram todas bem. A Iris chorou um pouco num dos voos, mas no mais longo, de 12 horas, nem uma vez se queixou. Comeu dormiu e brincou. Foi impressionante. Nós é que descansamos menos, claro.
Chegamos e a família estava toda à espera. A pequenota voltou a revelar-se. Foi para todos os colos sem se lamentar. Sorriu e adaptou-se à nova realidade. Passado uns dias, ela estava a choramingar por uma razão qualquer. Um dos meus irmãos disse que pensava que ela não chorava. Isto só para dar uma ideia da sua adaptação.

No dia 1 de Setembro, fez a sua primeira estadia, ainda que curta, na creche aqui da terra. Nessa primeira semana só foi para a creche de manhã. Chorava um pouco à chegada, mas na semana seguinte deixou de chorar e passou a ficar lá o dia todo, ainda que curto. Em geral, das 9h30 às 16h30. Desde que para lá foi já ficou doente 3 vezes, na maioria devido a viroses, que atacaram a garganta e/ou o sistema digestivo (diarreia). Já estavamos à espera desta situação, apesar de eu ter a esperança que ela fosse um dos casos excepcionais das crianças que poucas vezes adoecem!

Ela gosta da creche, apesar de preferir ficar com a mamá, claro, pelo menos para já. A educadora, Vera, muito atenciosa, diz que ela se dá muito bem com os outros meninos e que gosta de participar em actividades. A Iris até já trouxe umas pinturas feitas por ela para casa! Descobriu a escrita e a pintura! Já sabe pegar no lápis de uma forma correcta, apesar de não perfeita, e escrever /riscar.

A Iris já anda muito bem e iniciou, há pouco tempo, as suas primeiras tentativas de subir para cima de objectos - para além de escadas. Gosta de tudo o que é telefone ou se parece com ele, como os comandos da televisão e gosta de pulseiras e de relógios. E de gatos e cães! Tartarugas, galinhas e coelhos. Adora os meus sobrinhos. Gosta também das minhas irmãs e dos avós, claro. Já reconhece e aponta, se lhe disser o nome, para muitos deles. No entanto, a Iris tem desenvolvido pouco a fala (tem até quase regredido em relação aos últimos tempos que passamos na Austrália). Acho que anda muito entretida em conhecer e se adaptar a esta nova realidade da sua vida. São muitas, muitas coisas e pessoas novas. Já lhe nasceram mais dentes, num total de 10, incluindo 2 molares; um outro molar, está mesmo ali à espreita para dar a cara, com uma pontinha já quase de fora. Hoje adormeceu deitada em cima de mim, para não variar, e deliciada com uma pequena massagem nas costas.

E hoje fico por aqui. Para a próxima, fica prometido um post sobre a minha perspectiva do regresso e a minha nova vida no nosso país.

sábado, 12 de julho de 2008

Feitos

O Armando foi trabalhar, fazer o turno da noite. Cá fico eu a passar uma noite solitária, apesar de agora um pouco menos do que antes, pois tenho a companhia da catraia. Estamos no mês mais frio, o que significa, em geral, temperaturas mínimas de 8 ºC. As casas são mal isoladas e, por isso, na cama, o edredão é bem vindo. Aliás, sabe mesmo bem!

Nos últimos dias temos seguido o Tour de France. É transmitido à noite, ao invés de à tarde, como em Portugal. Têm vantagem aqui os trabalhadores! Claro que a razão está na diferença horária. Costumamos seguir vários eventos desportivos que são transmitidos na televisão. A Austrália é uma terra de muitos atletas. Nos Jogos Olímpicos de Sydney foi o 4º país com mais medalhas per capita, contra os Estados Unidos que vêm em 46º e Portugal em 55º na mesma lista.

Hoje deixo as notas sobre a Austrália por aqui. Acho mais interessante contar - e respeito a opinião de alguns leitores que poderão não concordar - que a nossa pequena já anda. Há cerca de 2 semanas que deu os primeiros passinhos. É muito giro observá-la. Ainda gatinha, mas já se aventura em curtas distâncias, na posição que mais convém à espécie do Homo Sapiens Sapiens. Também faz outras coisas que eu e o Armando estivemos, estes dias, a enumerar:
- faz barulhos, fazendo movimentos com a mão na boca,
- liga e desliga interruptores,
- atira a bola com as mãos,
- aponta para coisas,
- indica onde estão o umbigo, a orelha e o nariz,
- brinca às escondidas escondendo-se atrás da cortina,
- vira páginas,
- procura e encontra objectos escondidos,
- diz mamá, papá e olá,
- come com as mãos,
- dá-nos comida e objectos para brincar,
- sobe escadas,
- faz adeus com as mãos,
- sorri a estranhos,
- bebe água pelo copo,
- dança ao som da música,
- liga e desliga a televisão de propósito,
- anda.
É uma questão de ensiná-la. Ela aprende rápido, como a maioria dos bébés, claro.

Hoje estivemos em mais uma festa de aniversário, desta vez da Lela; amanhã é a do Konrad; os dois celebram 1 anito de idade. Disse que hoje não escrevia mais notas sobre a Austrália, mas não resisto. Não é nada incomum, aqui por terras de sua majestade, festejarem os aniversários antes da data, como é o caso da Lela, que apenas faz anos no dia 16 e o Konrad no dia 14 deste mês. Este fim de semana, também a Cocoro, foi com os seus papás festejar o seu primeiro aniversário a Sydney, junto com os avós e, imagine-se, ela só faz anos 1 dia antes da Iris, ou seja a 22 de Julho. Hoje é dia 12 de Julho. Curioso e esquisito.

Nós vamos deixar os festejos do primeiro aniversário da Iris para depois de a tia Teresa e amigos chegarem cá para férias, a 29 de Julho. Mal podemos esperar pela chegada das visitas!

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Curiosidades

Hoje é Sexta-feira. Acabou-se a semana de trabalho para mim. Tenho estado a correr contra o tempo para acabar a síntese dos compostos que iniciei, antes do regresso a Portugal. A semana do Armando ainda vai a meio. Geralmente, ele trabalha ao fim de semana, para ficar com a Iris durante os dias em que trabalho. É noite e a Iris está a dormir. Eu tenho assim um tempo disponível para me sentar ao computador.

Hoje, iniciámos o dia tristes... Portugal foi eliminado pela Alemanha, nos quartos de final do Euro2008. O jogo iniciou-se às 4:45 da manhã, hora local.


Amanhã, eu e a Iris, vamos a um aniversário de uma bébé que nasceu no mesmo hospital da Iris, a Tia, assim mesmo se chama ela e o nome lê-se tal como em português. A mãe dela fazia parte do grupo de mamás e papás das aulas pré-natais do hospital. De tempos a tempos lá nos encontrámos todos (ou os que se manifestaram interessados desde o início... 6 casais). Duas das mamás não trabalham, ficam a olhar para os bébés e outras três, eu incluída, trabalham a tempo parcial. São situações muito comuns por aqui, sendo uma das razões o preço que se paga no infantário, e outra o facto de as mamás serem muito protectoras.

A nossa minhoquinhas Iris continua a ocupar muito do nosso tempo. Já se nota tão bem que tem uma personalidade própria! Muitas vezes, já sabe o que quer e encontra forma de o exprimir, tal como, o vir para o pé de nós e puxar as nossas calças – ou os pêlos do Armando quando ele está de calção! - para pegarmos nela ao colo ou brincarmos com ela. Ainda mais interessante é o humor dela. Tal como qualquer pessoa, tem dias em que está muito bem disposta, brinca sozinha, ri, etc, e outros em que é mais rezingona e requer mais atenção. Ainda não anda sozinha, mas começa a achar graça a andar com o nosso apoio. Come cada vez mais e esta semana passamos a dar-lhe 150 ml de leite cada vez que bebe leite, excepto de manhã, em que o apetite dela não é muito grande. Sai à mãe!.... Estamos também a iniciar duas vezes por dia refeições de sopa, arroz ou massa, com legumes e carne ou peixe.

Há dois fins de semana atrás fomos fazer uma pequena caminhada no Mt Glorious, aqui perto. É uma zona protegida de floresta tropical que faz parte da grande cadeia montanhosa que existe ao longo do litoral interior, a Este, na Austrália. Em certas zonas, a floresta era tão densa que parecia quase noite. A Iris viajou na mochila para transportar bébés que nos emprestaram. Gosta muito, palra e olha para todo o lado, curiosa. Claro, ao fim de algum tempo fica cansada por estar sempre na mesma posição.

No fim de semana anterior a esse tivemos cá visitas para jantar. Resolvemos fazer chanfana que, curiosamente, vimos como se fazia num programa sobre culinária de muitos países, aqui na SBS, a equivalente à nossa RTP2. Foi a primeira vez que fizemos esse prato, mas ficou muito boa. Para quem estiver interessado a receita, descrita e em vídeo, está em:
http://www21.sbs.com.au/foodsafari/index.php?pid=recipe&cid=82. Acho que começo a ficar influenciada pelos inúmeros websites e blogs sobre culinária que se encontram na web! Quem diria!

Esta semana recebemos um convite para o casamento da minha colega de trabalho Nicole e o noivo James, com quem almoçamos quase sempre na universidade. Eu já cá não vou estar e o Armando não quer ir sozinho, claro, mas foi um gesto bonito. Demonstram que gostariam de ter a nossa presença. Contudo, o mais interessante é mesmo que ninguém ficaria surpreendido se eu resolvesse viajar para cá para vir ao casamento deles. Aqui, num país tão grande, é comum as pessoas viajarem de avião, entre estados e maiores cidades só para irem a um casamento, ou mesmo festa de noivado, que ainda se usa por cá. Mas não são só pessoas de cá que viajam. Acontece mesmo de virem familiares da europa que, claro, aproveitam para fazerem férias e para visitarem família. Quer por razões geográficas, quer pela cultura, os membros de muitas famílias vivem muito afastados uns dos outros. Quero com isto dizer, irmãos e pais, por exemplo. É mesmo comum viverem em estados diferentes, que é como quem diz em países diferentes, se falarmos em termos de distâncias europeias. Assim, aproveitam também os casamentos, etc para se juntarem. A família aqui não tem o mesmo significado que na cultura portuguesa.

Lembrei-me agora de uma outra curiosiadade. Certamente que toda a gente tem conhecimento das páginas de jornais em que é possível colocar anúncios para encontrar um parceiro/a. Um dia resolvi olhar para essa página de um jornal local. Comecei a ler e ... bem, qual não foi a minha surpresa quando reparei que cerca de 2/3 dos anúncios eram de pessoas acima dos 50 anos ou talvez mesmo 60, de ambos os sexos! O divórcio e o amor, por cá, não escolhem idades! E também havia uma parcela para homossexuais!

Estamos na Austrália, um país diferente, em muitos aspectos...

domingo, 11 de maio de 2008

Notas de mãe

Hoje é dia da mãe, aqui na Austrália, o 2º Domingo de Maio. A minha filhota ofereceu-me uns bonitos presentes: um postal, um livrinho com pensamentos e imagens e uma caderneta de cheques de amor, com promessas para ela cumprir quando for grande, do tipo, "Prometo fazer a cama todos os dias durante um mês". Claro, pelas mãos do papá.

Assim, este post será sobretudo dedicado a ela e às minhas impressões. Mais umas novidades, uns registos, para amigos e família e para a posteridade, de uma mãe babada, claro.

Ontem estavamos a brincar com a Iris, a segurar a chupeta dela com a nossa boca - obviamente pela parte que ela não chucha - e ela estava a achar muita piada. Eu fiz isso e depois o Armando também fez. De seguida, ela ofereceu-me a chupeta para eu voltar a fazer o mesmo! Ou seja, ela não só gostou do jogo, como já sabe participar nele!

Também a semana passada, pela primeira vez, ela acenou para dizer tchau, tchau ou bye, bye e, entretanto, já repetiu isso umas quantas vezes. É muito interessante observar estas pequenas coisas, para nós, mas grandes etapas no desenvolvimento do cérebro de um bébé.

Outra coisa que a Iris já é capaz de fazer, há mais de 2 semanas é descobrir objectos que escondemos. Quando começamos a fazer essa brincadeira, escondendo, por exemplo, o telemóvel debaixo de um pano, mesmo à frente dela, ela ficava a olhar e não era capaz de levantar o pano, não percebia o que tinha acontecido, mesmo que fizessemos esse jogo devagar, ou lhe mostrássemos o telemóvel, levantando o pano. Depois de repetir a brincadeira meia dúzia de vezes, nos dias seguintes, clic!, ela descobriu e agora temos que esconder as coisas bem escondidas. Noto que ela só gosta do telemóvel para meter na boca e, essencialmente, porque é um objecto proibido, por essa mesma razão.

Fomos passar 2 dias a uma ilha cá perto, "North Stradbroke Island" para festejar o nosso 2º aniversário de casamento. Esteve bom tempo e fomos até à praia. Em idas anteriores à praia, a Iris não gostava muito da areia. Desta vez, adorou, gatinhou, espalhou areia por cima dela própria e até comeu... Estavamos numa zona em que tinha um pouco de areia molhada, aos montinhos que pareciam pedrinhas, pelo menos para ela. Conclusão... ela tentava agarrar essas pseudo pedrinhas e metê-las na boca. Não deve ter gostado muito, porque não repetiu a brincadeira muitas vezes.

Tomou banho, chapinhou e gatinhou num lago dessa ilha e, uma altura, quando já estava vestida e sentada na areia da berma, ía a fugir-nos para voltar para a água. Gosta da água. Na natação, na última semana, a professora deixou-a sozinha, apenas apoiada num rolo de esponja e ela lá se moveu, batendo com os pés...

Quanto a deslocar-se continua a correr a casa, ora de gatas, ora agarrada aos móveis, de pé. Quando tentamos que ela se segure de pé sem apoio, geralmente, ela não quer e abaixa-se. Por vezes, coopera e, nessas alturas, consegue aguentar-se de pé sozinha uma meia dúzia de segundos. Vai onde quer, por isso não está para correr mais riscos e tentar andar. Falando em riscos, podemos observar que ela já tem noção das alturas. Já sabe que se tentar descer o degrau da porta pode cair e não tenta fazê-lo. Também sabe que não pode atirar-se abaixo da nossa cama. Agora ela pára e não continua, mas antes, se a deixássemos, atirava-se abaixo da cama a tentar agarrar algo ou, simplesmente, quando estava a gatinhar. Claro que, mesmo assim, não a deixamos sozinha em cima da nossa cama! É capaz de ter aprendido quando tentou descer um degrau e quase caiu - eu agarrei-a mesmo a tempo - ou simplesmente, é mais um desenvolvimento normal do seu cérebro.

Mas, o que mais nos fascina é a sua interacção social. Sorri para quase toda a gente. Ainda hoje, estava no café, e ela estava no chão. Começou a olhar e a sorrir para um homem numa mesa ao lado, à espera de uma resposta. O homem nem notou. Quando uma senhora de outra mesa olhou para ela e sorriu, ela sorriu logo em resposta. Depois foi até lá, sem medo, para explorar e para mais "conversa". Fica especada a olhar quando ouve e vê pessoas a falar outra língua, como os chineses lá do AIBN, o instituto onde trabalho. É muito engraçada essa situação.

Já conhece bem as músicas do CD com as músicas australianas e agora começa a reconhecer as de outro CD que costumamos pôr. No início não gostava, mas já se habituou aos novos sons. Interessante que ela dança ao som das músicas quando o CD está a tocar ou quando nós cantamos essas músicas, mas se cantarmos músicas portuguesas - cuja parte instrumental ela nunca ouviu - ela não dança. De certeza que reconhece os sons, tantas vezes eu já cantei o "Atirei o pau ao gato", por exemplo, mas falta a música, o ritmo e ela não dança (ou eu sou má cantora!).

Come bem sopa, papas, iogurte e adora pedaços de fruta. Ainda não usamos sal, nem açúcar, mel ou frutos secos. De resto, come tudo. De dia dorme, às vezes duas vezes, outras só uma, às vezes, adormece facilmente, outras só quer brincar. À noite, vai para a cama por volta das nove e acorda por volta das 5 da manhã para mais uma dose de leite. Dorme depois até às 8-9 horas.

Escrevi um pouco sobre tudo, na esperança de um dia ajudar a memória a recordar estes bonitos tempos.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Cravos, papoilas e radiotelescópios

Na Austrália o 25 de Abril também é celebrado. Não a nossa revolução, claro. Aqui o símbolo usado não é o cravo, mas a papoila. É feriado. É o "ANZAC day". Surgiu como o dia em que eram lembrados os soldados australianos que participaram - e mais de 8000 morreram - na batallha de Gallipoli, na Turquia, em 25 de Abril de 1915, na 1ª Guerra Mundial. Na verdade os australianos faziam parte do exército britânico. ANZAC provém de Australian and New Zealand Army Corps. As celebrações, actualmente, lembram e simbolizam o respeito por todos aqueles que lutam, lutaram e morreram em guerras, na defesa do país e dos seus valores. Inicia-se com uma cerimónia antes da alvorada - como recordação dos momentos de paz e quietude que os soldados da batalha sentiram, antes do desembarque ao nascer do Sol, na península de Gallipoli. Prossegue, durante o dia, com desfiles de batalhões e corpos de exército, presentes e passados.

Nós fomos ver o desfile. Os três, eu o Armando e a Iris, claro. Foi emociante. Eu que não sou australiana bati palmas, especialmente aos senhores idosos, mas orgulhosos que desfilavam com as medalhas ganhas pelo desempenho na 2ª Guerra Mundial - terão agora à volta de 80 anos. Claro que alguns daqueles batalhões já só têm meia-dúzia de sobreviventes, ou menos. É muito interessante. É um dia de orgulho nacional. Não se comemora a guerra, mas a coragem. Presta-se homenagem aos soldados, às famílias e a outros intervenienetes, como médicos e enfermeiros. Infelizmente, não levamos a máquina fotográfica.

Que bom, dissemos nós, vamos poder comemorar o ANZAC day com a nossa filha em Portugal, juntamente com o nosso 25 de Abril. A nossa filhota Iris que fez recentemente 9 meses. Ainda não anda, mas está quase. Já se mantém de pé sem apoio uns segundos. Despontou, há uns dias, o seu 3º dente e o 4º está lá a espreitar.

Fomos a Sydney há 2 semanas. Ela portou-se muito bem. Foram um total de 2600 Km de carro durante os quais tivemos que usar muita da nossa imaginação e todas as canções do nosso reportório infantil para a manter feliz, presa no assento de bébé. Ficou doente pela primeira vez. Teve febre e diarreia. Não por causa da viagem; apanhou um vírus da Cocoro antes de ir (uma bébé que conhecemos da mesma idade). Mas melhorou rapidamente. Teve que tomar panadol, que tem um sabor horrível e, obviamente, ela detestou.

Fomos pelo interior e viemos pelo litoral. Vimos plantações de algodão, cana de açúcar, banana e outros. Apenas 2 cangurus atravessaram a estrada um pouco à nossa frente, felizmente... Eles podem causar muitos danos nos carros e ocupantes. No interior, talvez metade do trânsito que passava por nós era camiões. Imagine-se que estes têm uma grades bem potentes na frente, para se protegerem do impacto desses bichos que podem ser bem grandes... os cangurus. Vimos muita terra! Mais para o Sul, no interior, mas já relativamente perto do litoral, cidades como Orange podem ser imaginadas como existindo na europa, com muito verde, plátanos e construções mais resistentes aos frio. A meio caminho entre Orange e Sydney ficam as Blue Mountains. Na realidade não são bem montanhas, mas antes uma floresta com elevadas formações rochosas e gargantas que fazem lembrar desfiladeiros ou canyons cobertos de uma densa floresta verde, aliás, com uma tonalidade azulada!

Visitámos o radiotelescópio de Parkes que esteve envolvido na recepção das primeiras imagens do Homem na Lua e no salvamento da Apolo 13. Continua a ser utilizado em investigação e nós tivemos a sorte de presenciar a rotação do enorme disco de 64 m de diâmetro para focagem de outro ponto no espaço.

Sydney, bem, já toda a gente conhece, com a sua famosa ponte onde especialmente se celebra a entrada em cada novo ano, a sua baía e a sua famosa ópera. O centro é muito bonito. É uma cidade muito grande, em extensão pelo menos, com muitos subúrbios e tráfico automóvel que me fizeram recordar um pouco Londres.

Regressamos com paragem em várias praias e estuários, tudo muito bonito.

segunda-feira, 24 de março de 2008

8 meses

É uma aventura, para nós, ver a Iris crescer. Mas, quem vive a maior aventura, é a própria Iris. Ultrapassar todas as barreiras que a natureza lhe exige para sobreviver, traduz-se numa procura constante de coisas novas, numa luta permanente para desenvolver o seu corpinho e mente.


Passou rapidamente da fase de gatinhar para a fase de se levantar e querer chegar a tudo o que está mais acima. Já utiliza a cadeira como andarilho e já sabe contornar obstáculos para chegar onde quer como, por exemplo, almofadas postas propositadamente no caminho dela.


Para além deste desenvolvimento do seu pequeno mas extremamente activo cérebro, o que mais nos
surpreende é o facto de já entender quando está a fazer alguma coisa que nós não queremos, como seja, por uma folha na boca que apanhou do chão ou tentar ir mexer num interruptor eléctrico. Quando nós dizemos ahh, ou ai, ai, não, ou simplesmente chamamos pelo nome dela com uma entoação diferente, ela sabe que não deve fazer isso e pára; às vezes, desiste, outras, claro, acaba por tentar repetir, momentos mais tarde. Adora todo o tipo de jogos e de brincadeiras; desde que seja estimulada e acarinhada, está feliz. Começa a combater o momento de dormir as suas sestas já que o mundo que a rodeia lhe parece, certamente, muito mais interessante. Está bem desenvolvida, um pouco à frente para a idade. Fez ontem 8 meses - 8 meses de aventura que ela e nós desconhecíamos.

sábado, 1 de março de 2008

Coisas típicas australianas

Já passou mais de 1 mês desde o último texto que aqui escrevi! A Iris já tem sete meses. As semanas correm, umas atrás das outras, agora com a Iris, mais rápido do que nunca. Há um mês ainda não gatinhava, agora, para além de já correr os cantos da nossa sala, já se põe de pé sozinha, agarrada a uma cadeira ou qualquer outra coisa que apanhe a jeito. Depois olha para nós a sorrir, como que a dizer, estais a ver o que eu já consigo fazer?! Foi a mesma coisa, das primeiras vezes que se colocou na posição de gatinhar. Assim, já se entretém sozinha mais facilmente.

Um outro dente veio a seguir ao primeiro, mas para já ficou-se por aqui. De uma forma natural vai provando e comendo mais quantidade (umas 2-3 colheres de sopa!) e mais variadade de comida, para além do leite. Gosta do que tem carne, como galinha ou bife e continua a gostar da maioria da fruta. Ainda acorda 2 vezes de noite para mamar. Confesso que, a maioria das vezes, é para mim um esforço bem grande, ter que acordar após umas 2 horas de sono. Interessante, como inicialmente, não custava nada. Hormonas!!

Temos posto a tocar, quase diariamente um CD de música popular australiana. Porque dizem que a música ajuda o desenvolvimento dos bébés, porque é uma forma diferente de a entreter e porque é também uma forma de lhe ensinar inglês. Das primeiras vezes, era muito interessante observar a surpresa estampada na cara da Iris, a olhar para o computador de onde vinham os estranhos sons. Agora, até já dança ao som da música! São músicas muito engraçadas que falam das coisas típicas da austrália... o hino (australian fair), os churrascos (barbecue), as cucabaras (kookaburra, o pássaro que ri), as árvores resinosas (gum tree, como eucaliptos), o vegemite (um creme de barrar horrível, mas segundo os australianos muito saudável, equivalente ao marmite da Inglaterra), os cangurus e até a gelatina "Aeroplane" (Aeroplane Jelly). Já sabemos umas quantas letras de cor, ou pelo menos os refrões! Claro que não deixamos de cantar canções em português!

Outra realidade australiana são as piscinas. (Para tornar o blog menos enfadonho para quem o lê e não tem filhos, resolvi começar a escrever mais sobre a Austrália, relacionando a nossa vida com coisas interessantes da sua cultura). A maioria das casas tem uma piscina no quintal!! Pelo menos, aqui no estado de Queensland que é o mais quente. Assim há todos os anos várias crianças que morrem por afogamento. :-( Uma campanha que têm feito por cá diz "Kids alive - do the five!" ... 5 regras para ajudar a combater esta tragédia, a saber, 1. vedar a piscina, 2. manter sempre a porta da piscina fechada, 3. ensinar os miúdos a nadar, 4. supervisionar sempre e 5. aprender a ressuscitar. Assim, e para concluir, nós seguimos os conselhos e levamos a Iris para aulas de natação que aceitam bébés desde os 6 meses!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

O dia da Austrália, o primeiro dente e outras histórias

Hoje é feriado aqui na Austrália. Festeja-se o dia da Austrália (que, por acaso foi no Sábado, dia 26, mas como calhou no fim de semana, passou para Segunda-feira). No dia 26 de Janeiro de 1788, a frota comandada pelo capitão Phillip, da Inglaterra, atracou na baía que é hoje a baía de Sydney. Os navios traziam entre outras coisas muitos condenados da Inglaterra. Lembra-se assim as origens e comemoram-se o progresso e as conquistas da Austrália. Claro que quem não gosta muito da escolha deste dia são os aborígenes. O mais interessante disto tudo é a forma como se comemora este dia. Ao invés da seriedade das comemoração do dia nacional que ocorre em Portugal e em muitos outros países, aqui é mesmo um dia de festa, com concertos, muitos piqueniques , churrascos, cerveja, bandeiras e ovações à Austrália. Há condecorações para o jovem, o idoso e o "adulto" australiano do ano, como reconhecimento dos feitos de cada um, mas atribuídas num ambiente de festa e transmitidas pela TV.

A Iris é australiana e portuguesa. Assim sendo, teremos que lhe ensinar muitas coisas sobre o país onde nasceu. Neste momento, pouco lhe dizem estas coisas!... Por agora, voltou às falas, desta vez numa variedade de sílabas indecifráveis. Estando bem disposta não se cala... guégué, bababa, taté, dada, jeje...etc, etc. Corre o chão, à volta do seu centro de brincadeira, a dar à treta e à procura de coisas novas, arrastando-se, porque ainda não sabe como gatinhar.

Foi também no Sábado passado que o Armando deu por ela que já tinha saído o primeiro dentinho das suas gengivas. Foi muito engraçado. Ele deixou-a morder o dedo dele e sentiu algo rugoso... era o primeiro dentinho, em baixo do seu lado esquerdo. Foi uma surpresa, pois não tínhamos notado grandes mudanças no seu comportamento. Ela quer morder tudo à sua volta, é verdade, mas isso já acontecia há uns 2 meses.

E pronto, para que o blog não seja apenas sobre a Iris, se bem que ela seja, por agora, o centro da nossa vida, mostro uma fotografia de momentos antes da minha partida para um dos meus dias de trabalho! Demoro cerca de 25 min. No total, quase o mesmo que a viagem de autocarro (caminho para a paragem e viagem). O pior são as subidas e descidas... mas o banho na universidade, à chegada, sabe mesmo bem!


sábado, 19 de janeiro de 2008

Tantos vestidos!


Faz quase um mês que não escrevo. Passou-se o Natal, o Ano Novo e o regresso ao trabalho. E claro, mais algumas pequenas etapas no crescimento da Iris.

Durante a época festiva a Iris recebeu vários presentes, na sua maioria vestidos. Ela fica muito bonita. Ainda não tivemos oportunidade de experimentar todos, já que em casa ela anda, geralmente, só de fralda. Assim, só os usa quando sai ou quando está um pouco mais de frio.


A Iris começou a comer o que eles chamam aqui de sólidos. Até agora já comeu papa de arroz, maça, pera, banana e batata doce. No entanto só comeu umas colherzinhas de cada vez. A ideia é habituar o aparelho digestivo dela e desenvolver o seu paladar. O que ela mais gosta é de maça e de banana. Também já bebe mais leite feito a partir de leite em pó, já que o meu está a diminuir... consequências do regresso ao trabalho. E consegue segurar no biberão!!

Mas, o mais engraçado desta fase do seu crescimento, para além dos seus sorrisos e gargalhadas, é a procura constante por coisas novas; quer apanhar tudo e meter tudo na boca. Como consequência já se movimenta muito mais no chão e já se colocou várias vezes de gatas, mas não sabe o que fazer e não aguenta, pelo que... pum... acabar por ficar de barriga no chão outra vez. Esta semana, começou a tentar erguer-se e colocar-se de joelhos, ora amarrando-se à cama ora, a outra coisa qualquer, como por exemplo, a mim, ou à sua cadeirinha de baloiço.

Por altura do Natal já dizia bb..bb.. e passados uns dias baba, papa, e até o que parecia mama, olá e mãe. No entanto, agora, quase deixou de "falar"; julgo que o mundo físico à sua volta a interessa mais: mexer em tudo é mais excitante.

Apesar de ser tudo muito excitante para nós, por vezes, sentimo-nos cansados. Não temos muito descanso durante o dia, pois ela só dorme sonecas de 30 min a 1 hora. Só quando a deitamos à noite temos um tempinho para nós. Para além disso, voltou a acordar 2 vezes durante a noite, em vez de apenas 1 como já tinha acontecido antes. Talvez seja por causa do meu regresso ao trabalho, por causa do calor, porque de dia quer brincar e não se alimenta bem, ou apenas, porque a natureza é assim mesmo.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Surpresa de Natal

Esta é a minha grande surpresa de Natal para o meu cara-metade Armando. Criámos este blog ainda a Íris não era nascida e temos pensado que o tempo não tem chegado para o preencher. Pelo menos, é o que o Armando pensa. Eu, às escondidas, - quando ele vai trabalhar - tenho escrito por aqui umas notas. Espero que ele goste. A partir do Natal vamos passar a divulgar o blog aos amigos e família.

Amanhã a Íris faz 5 meses! No dia da ceia de Natal vamos lhe dar papa pela primeira vez. Uma colherzinha só, como recomendam os mais sabidos nestes assuntos. A capacidade dela em agarrar objectos tem crescido de dia para dia, agora já não se limita a agarrá-los e metê-los à boca, mas brinca com eles, atirando-os para o chão e agarrando-os novamente, até se cansar da brincadeira. Quase já se senta sozinha. Com a ajuda de almofadas aguenta um bom tempo nessa posição. Não tarda muito, não vamos usar mais a cadeira de baloiço.

E pronto, vamos passar o primeiro Natal com a nossa filha. Ela também vai ter prendas. Não posso dizer o que é! O que ela gosta sempre mais é do papel de embrulho (adora amassá-lo e metê-lo á boca)! É tudo o primeiro, ou a primeira vez. Parece uma monotonia, mas não é. É assim mesmo, tudo é uma novidade para nós.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Regresso ao trabalho

Faz amanhã duas semanas que regressei ao trabalho. O Armando toma conta da Íris enquanto vou trabalhar. Combinamos que eu iria tentar tirar leite manualmente. No primeiro dia já tinha um bom conjunto de porções guardadas no congelador. Experimentamos uma vez, antes de eu ir trabalhar dar-lhe biberão. Ela reagiu bem. Assim, lá fui descansada, embora, claro um pouco triste por a deixar.

Nos primeiros 2 dias ela ficou bastante zangada comigo, apesar de o Armando a levar na hora do almoço e ela mamar nessa altura. No fim do meu dia de trabalho eu olhava para ela e ela virava a cara. No entanto, a demonstração de desagrado mais interessante foi o facto de eu falar para ela, tentando fazê-la sorrir e ela nada. Logo a seguir, o Armando falava para ela e ela sorria abertamente. Eu não fiquei chateada. Mais dia menos dia teria que acontecer e eu sabia que ela ficava muito bem. O que nos deixou mais preocupados foi que ela não quis mamar do biberão na tarde do primeiro dia. Só aconteceu dessa vez. Agora ela já reconhece o biberão e estende as mãos para o agarrar.

Pelo meu lado, não tem sido mau regressar ao trabalho, sentir estou a regressar um pouco à normalidade. mas, ao fim de cada dia o cansaço é grande e felizmente tenho que tirar um dia por semana para ficar em casa, já que o Armando também tem que ir trabalhar. Tentamos, mas não conseguimos deitar-nos cedo. Só depois de deitar-mos a Íris, entre as 9 e as 10 da noite, temos alguns momentos livres para tratarmos de outras coisas ou apenas para nos sentarmos no sofá descansados e é difícil resistir a ficar sempre mais um pouco.

A Íris não pára, está mais curiosa do que nunca e já se desloca, arrastando-se sobre a manta no chão, em busca de coisas novas e de outras perspectivas. Nas suas voltas, às vezes acaba meio de baixo do sofá. Quer agarrar tudo e é cada vez mais difícil conseguir que fique muito tempo satisfeita no chão.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Muita actividade

Temos ido dar uns passeios. Pela manhã, eu, a pé, e a Íris, no carrinho dela. Aproveito para me exercitar. Outras vezes vamos os três, ao fim da tarde, muitas das vezes fazer o caminho ao pé do rio, em direcção ao centro da cidade. A Íris fica muito curiosa, a olhar para todo o lado. A actividade cerebral deve ser tão elevada, a captar todos os estímulos, que, geralmente, fica muito quieta, deixa de palrar ou de fazer qualquer outra coisa. Uma das coisas para onde olha mais são as árvores contra o céu azul. Por vezes, assusta-se com os sons de carros ou de motorizadas mais potentes. No início, vai sentada, mas depois, acaba por se cansar e por ficar com sono, de modo que deitamos o assento e ela acaba por adormecer.
Também já fomos ao cinema. Há umas sessões chamadas “Babes in arms” em que se pode levar bébés. Já fomos 2 vezes em 2 cinemas diferentes. Os cinemas anunciam que põe o som mais baixo e que deixam as luzes no mínimo, mas depois não o fazem. A Íris assusta-se com sons altos, nem que seja uma porta a bater. Estando no nosso colo não chora muito. Às vezes só faz um beicinho. Resolvemos não ir mais.
Agora cá em casa, temos um cobertor dobrado no chão, para ela poder mover-se à vontade. Geralmente, não fica lá muito tempo pois cansa-se e começa a chorar ou a protestar. Se brincarmos um pouco com ela, muitas vezes sossega. Ou então pô-mo-la na cadeirinha. Caso a cadeirinha não funcione vai para o parque. Em último caso, temos que pegar nela no colo e tentar distraí-la ou dar-lhe de comer. Também funciona dar-lhe um brinquedo novo, como um novo pano, ou o microfone como lhe dei agora. Hoje coloquei um espelho à frente dela e ela ficou toda curiosa a olhar para lá. Ainda só se vira de barriga para baixo para a direita, mas anda a treinar a virar-se para a esquerda. Também já conseguiu voltar-se da posição de barriga, para ficar de costas outra vez. Eu estava a ver, ela virou-se e “caiu” de costas e depois ficou com uma cara de muita surpresa.
Está aqui ao pé de mim na cadeirinha, a fazer sons, a sorrir, a lançar perdigotos e... acabou de aprender a mandar uma espécie de beijinhos: muah, que, obviamente ela não sabe o que é.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Rolar

Hoje ficamos maravilhados. Tivemos cá visitas para almoçar... duas mães com bébés com a mesma idade da Íris: a Hafwen e o Konrad e a Alice e a Cocoro.


Pusemos uma manta no chão para os bébés se deitarem. Colocamos lá a Íris, deitada de costas para baixo e, após uma tentativa, lá estava ela: virada de barriga para baixo, pronta para gatinhar. Foi uma surpresa. Na verdade, desde que voltamos da Nova zelândia que ela andava a divertir-se a virar-se de lado, mas não esperávamos que conseguisse virar-se completamente tão cedo. Já repetiu a proeza mais vezes! Colocámo-la a dormir e ela, em vez de dormir ,estava a tentar virar-se. Acabou por adormecer de lado.
Também, nos últimos dias, anda encantada com as pernas e os pés dela. Levanta as pernas, principalmente quando mudamos a fralda e já tocou umas vezes nos pés.
Antes do almoço fomos a uma actividade na biblioteca chamada “Baby, books and rhymes”. Basicamente um grupo de mamás ou avós e bébés cantam todos juntos canções de embalar, em inglês, claro. Eu não sabia nenhuma, mas como tinha a letra, lá ía acompanhando. A Íris ficava com uma casa de surpresa, por isso acho que gostou e foi bom para ela.
Decidimos que temos que comprar livros para a idade dela e cds com canções de embalar em Inglês.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Férias na Nova Zelândia

Chegamos ontem da nossa viagem. Foi uma experiência surpreendentemente agradável, fazer férias com a Íris. Ela adaptou-se muito bem aos novos ritmos. Dormiu sempre bem, quer de dia quer de noite. De noite, o facto de dormir na nossa cama certamente contribuiu para que se sentisse segura. De dia, o amortecer da caravana em movimento ou do carrinho de bébé sempre davam uma ajuda.

Novos passos no desenvolvimento da nossa filhota?? – Vários, claro. De vez em quanto, lá fazia novos sons fazendo-nos sorrir. Quase se senta sozinha, já consegue segurar bem a cabeça e apoiar-se com o braço para não cair (o que acaba, inevitavelmente, por acontecer, ao fim de algum tempo). Num dos dias estava o pai a brincar com ela e ela atirava-se para a frente, a partir da posição de sentada, acabando por ficar deitada de barriga, e o mais engraçado é que não chorava, parecia estar a fazer de propósito. Ontem e hoje reparamos que começa a virar-se de lado. Certamente que brevemente vai conseguir passar de deitada de costas, para deitada de bruços (barriga). Outra coisa que notamos foi o facto de se mover de noite na minha direcção, o que achamos ser instintivo, à procura da mama. Até agora não tínhamos pensado nisso pois ela dormiu quase sempre no berço dela, ao pé da nossa cama.
O mais interessante foi o facto de a necessidade que ela tinha de chuchar quando não está a mamar ter aumentado. A melhor solução era chucar num dos dedos do pai. Uma vez, estavamos numa visita guiada a um centro de preservação das aves “kiwis” e ela começou a chorar pois estava a querer dormir. Eu já estava a pensar que íamos ter que sair, mas o pai adormeceu-a facilmente no colo, com ela a chuchar num dos dedos dele. Acabámos por decidir comprar uma chupeta que ela deitou fora de início, mas que começou a gostar muito. Vamos tentar não abusar do uso da chupeta, mas pareceu-nos realmente que a necessidade de chuchar o justificava. As mãozinhas dela acabaram por não ser suficientes para ela, pois com a força acho que ela se magoava e depois começava a chorar.
A viagem foi tempo de muita actividade ao ar livre, para a Íris. Andámos muito com ela no carrinho e a parte mais engraçada era quando havia vento. Ela parecia apreciar e quando deixávamos só a carinha dela destapada, tapando os braços e o corpo dela, por causa do vento, ela parecia saber que se tirasse iria ter frio. Chegou a ficar assim tapadinha, a andar no carrinho e gozar a paisagem durante mais de 1 hora. Até falava, talvez querendo nos dizer como tudo era bonito e verde. Outra vez, fomos percorrer um pequeno trilho até onde se encontravam as árvores “kauri”, as maiores da Nova Zelândia. Também fomos com ela ao topo de uma montanha, dessa vez no colo, o que ela não apreciou muito. Esperamos que goste de caminhar connosco, quando for grande.
Durante as férias, esteve um pouco de frio, pelo menos quando comparado com o clima em Brisbane. No entanto, a Íris não parecia afectada com isso, antes pelo contrário. Parece tolerar melhor o frio que o calor, o que é uma certa desilusão para o pai que adora o calor e esse seria mais um motivo para tentar me convencer a ficarmos na Austrália.

E assim foi, vimos as aves "kiwis", as árvores "kauri", contactámos com a cultura aborígene maori, comemos muito mexilhão e vimos as paisagens verdes. Tudo muito interessante, mas não excepcionalmente. Os nossos Açores não ficam atrás, em beleza natural.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

A nossa lapa


Aos 3 meses a nossa filhota pesava 6,40 kg e media cerca de 62 cm! Que grande que ela está! É tão giro vê-la interessada nos objectos e no mundo à sua volta! Quando mama, por vezes, pára de mamar para olhar para trás. Eu devia ficar chateada, pois isso faz com que demore mais tempo a mamar, mas é tão engraçado que só consigo sorrir. O pai diz que é como uma lapa a mamar: gruda na mama e lá fica toda satisfeita a encher a barriga. Cansa-se nas suas investigações sobre o mundo que a rodeia e, se não acertamos na altura em que a devemos deitar, pronto, estamos feitos, demora mais de meia-hora a adormecer, se adormecer, e chora.
A Íris não se adapta muito bem ao calor, pelo que, nas horas de maior calor fica só com a fralda. Nestas alturas, em que está na cadeirinha só com a fralda parece uma pequena buda, com todas as banhinhas à mostra. Assim, estes últimos tempos a nossa filha ganhou mais dois nomes: lapa e buda!
Hoje o pai esteve a passar os vídeos da câmara para o computador. E, depois, perdia-se a rever os vídeos e reviver alguns dos momentos passados. A mim também me acontece, ponho-me a ver fotografias e perco-me a olhar para ela. É impressionante como ela nos conquistou!
Sábado, dia 27 deste mês, vamos para a Nova Zelândia 12 dias de férias. Esperamos que reaja bem à viagem de avião e que se adapte aos novos locais onde vai ter que dormir. Vamos tirar montes de fotos e gravar montes de vídeos!

sábado, 20 de outubro de 2007

O primeiro riso


Na próxima Terça-feira a Íris faz 3 meses. Vamos pesá-la e julgo que andará á volta de 6,5 Kg. Deve também medir mais de 60 cm. Tem crescido muito.
No início da semana que passou, riu pela primeira vez, quero dizer, sorriu e deu uma espécie de gargalhada. Foi tão giro, fiquei emocionada ao ouvi-la. Desde essa altura também, começou a guinchar, mais ou menos tipo iéeeee, relativamente alto. De resto, continua a fazer bolhinhas e a progredir quanto a agarrar bonecos e metê-los à boca. Nota-se também que tem muita mais capacidade de segurar na própria cabeça e já quase se a podemos sentar, mas com apoio. Gosta que a deixemos agarrar os nossos dedos e depois a puxemos para a frente, quando sentada. Gosta também muito de estar ao alto encostada ao nosso peito, a olhar por cima do ombro. Por estar muito mais activa, chateia-se e cansa-se mais facilmente. Se não dorme umas sonecas durante o dia fica muito irritada e chora muito. Interessante também é ela começar a gostar do nosso colo e chorar quando a pousamos. Acho que não é propriamente pelo mimo ou conforto, mas porque no nosso colo tem perspectivas diferentes do que está à sua volta e sempre pode fazer e ver umas coisas diferentes. Li, em qualquer lado, talvez no “The Baby Book”, que, nesta idade, é possível fazer os bébés mudarem de humor facilmente e notamos que é verdade. Se ela está chateada e a entretermos ou tentarmos fazer sorrir, ela acaba por não resistir e sorri mesmo. É tudo muito interessante!
O “The Baby Book” é um livro que fala de praticamente tudo o que é preciso. Quase todas as questões que se nos levantam são respondidas no livro. É muito bom. Foi nos emprestado pelo Aaron, o meu supervisor da universidade. O livro foi escrito por William e Martha Sears. O primeiro é pediatra e ela é enfermeira. Têm 8 filhos.
Hoje, o papá da Íris leu-lhe, pela primeira vez, um pouco de uma estória (em inglês). Pensei que ela não ía ligar, mas o que é certo é que parecia que estava a prestar atenção. À tarde resolvi ler o jornal em voz alta e também me pareceu que ela estava a gostar!

sábado, 6 de outubro de 2007

Olha o boneco!

A Íris está a dormir. Esteve acordada umas 2 horas e estava com dificuldade em adormecer. Começou a choramingar no parque (também chamado de berço portátil). Estava a ficar com fome. E está calor! Dei-lhe de mamar e adormeceu. Adoro vê-la a dormir ainda com a cara encostada à minha mama! Às vezes, sorri, como reflexo, indicando que está satisfeita. Acordei-a, de propósito, e deitei-a no parque. Chorou e não quis ficar. Peguei nela e dei-lhe mais de mamar. Voltei a pô-la no parque e desta vez, após resmungar um pouco, adormeceu. Tenho medo que se habitue demasiado à mama e não durma sem mim, pois não vou estar sempre ao pé dela, no futuro já próximo.
É cada vez mais fácil perceber o que quer, se quer atenção, dormir ou comer. Está mais gordinha! O seu desenvolvimento motor também é significativo, nota-se quando pegamos nela ao colo como já segura a cabeça melhor, já se apoia em nós e parece que nos abraça. Começamos a colocá-la de barriga para baixo, pois disseram-nos que era importante para o desenvolvimento motor e cerebral. No início, não gostava e começava quase logo a chorar. Agora já gosta e até levanta a cabeça durante um bom espaço de tempo. Contudo, o mais interessante desta semana foi o facto de começar a tocar e olhar para bonecos e ela própria de uma forma que parece intencional!

Ontem fomos pedir o passaporte dela australiano. Que esquisito... ter uma filha australiana! Tivemos que tirar uma fotografia que obedecesse aos requisitos pedidos e isso é que foi difícil! Na loja de fotografia começou a chorar. Resolvemos tentar em casa. Acabei por tirar umas 100 fotos só à parte superior do corpo com imensas expressões diferentes dela!
A nossa filhota tem uma hérnia umbilical. Pequena. Parece ser mais ou menos frequente e resulta da queda do cordão umbilical. A médica disse que em 90 % dos casos acaba por desaparecer quando ela crescer. No entanto, temos receio que aumente muito e resolvemos começar a pôr uma liga à volta da barriga dela. Já fazemos isso há 2 semanas e parece ligeiramente melhor. Seguramente, não está pior! Esperemos que desapareça rápido.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Reuniões de mães


Hoje andamos em reuniões de mães. Eu e a Íris. É uma actividade muito usual aqui na Austrália. Julgo que resulta de que muitas mães tiram licenças de cerca de um ano e durante esse tempo, tanto elas como os bébés precisam de conviver. Conheci estas mães através da nossa vizinha Holly que também tem um bébé, o Wesley. A Íris pareceu-me bem desenvolvida, comparando com os bébés da mesma idade. Continua a evoluir. Ontem fez 8 semanas. Cada vez gosta mais de chupar na mão e, em breve, certamente, meterá na boca bonecos. Assim, continuamos com a decisão de não lhe dar uma chupeta.

Já palra, de forma a chamar a atenção, e conhece-nos muito melhor. Se estamos em casa, é capaz de passar quase todo o tempo em que está acordada, nos seus ahahah, ohohoh, aaaiá ...etc, ou mistura destes. Já se incomoda mais se estiver sozinha e gosta de interagir, seja connosco, seja prestando atenção aos bonecos. Por isso, agora, quando está acordada, gosta de estar na cadeira-baloiço, em vez de deitada, para poder comunicar e olhar à sua volta!
Ontem fomos ao médico, para verificar se estava tudo bem. Pesa agora 5.2 Kg e mede 57 cm. Apanhou também o primeiro conjunto de vacinas: 4. Uma das vacinas foi a 2ª dose da hepatite B que apanhou logo a seguir ao nascimento.
Adormece a mamar, mas continua a conseguir adormecer sozinha na cama, no sofá ou no carrinho. É um amor!